Lula decide não mediar encontro em que presidentes da Venezuela e da Guiana vão discutir território em disputa

Reunião entre Maduro e Irfaan está prevista para acontecer no pequeno arquipélago de São Vicente e Granadinas.

12 de dezembro de 2023 às 15:42
Lula da Silva Foto: Ricardo Moraes/Reuters
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O presidente brasileiro, Lula da Silva, decidiu não aceitar o convite para ser o mediador do encontro marcado para a próxima quinta-feira entre os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Guiana, Irfaan Ali, para discutirem sobre a pretensão venezuelana de anexar o território de Essequibo. Correspondendo a 70% da área total da Guiana, Essequibo está localizado na fronteira entre os dois países, e é extremamente rico em petróleo, ouro, diamantes, cobre, níquel e bauxita, entre outras riquezas.

A reunião entre Maduro e Irfaan está prevista para acontecer no pequeno arquipélago de São Vicente e Granadinas, país que ocupa a presidência rotativa da Celac, Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caraíbas, e no acordo entre os dois chefes de Estado foi acertado que Lula da Silva, líder da maior nação da América do Sul, seria o mediador. Ralph Gonsalves, primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, ao anunciar o acordo para a reunião, avançou que os dois presidentes fizeram questão da mediação de Lula, que ajudou a costurar esse encontro através de telefonemas tanto para Maduro, de quem é o principal aliado na região, quanto para Irfaan.

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Mas o brasileiro, mesmo tendo verdadeira obsessão em ser visto como um grande líder internacional que luta pela paz mundial, decidiu não ir, anunciando o envio aà importante reunião do seu assessor especial Celso Amorim. Lula tomou a decisão em meio a sondagens de opinião pública divulgadas na semana passada com indicadores nada positivos, como o facto de 57% dos brasileiros se dizerem decepcionados com o primeiro ano do terceiro mandato de Lula, de quem esperavam muito mais, ou os 75% de cidadãos que dizem não acreditar no presidente, sendo que 40% não acreditam nunca e 35% acreditam só algumas poucas vezes, e após uma sucessão de derrotas do governo no Congresso.

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