Lula perde sete pontos na corrida presidencial em pouco mais de um mês

Presidente brasileiro surge empatado tecnicamente com pelo menos outros três candidatos em todas as projeções antes das eleições.

05 de setembro de 2026 às 14:14
Lula da Silva Foto: EPA/Lusa
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Não obstante ainda constar em todas as sondagens em primeiro lugar na primeira volta na corrida para as presidenciais de dia 4 de Outubro, Lula da Silva está em claro processo de declínio na preferência dos brasileiros e hoje tem o seu projecto de reeleição seriamente ameaçado. Em todas as projecções para uma eventual segunda volta, já que parece inatingível ser reeleito logo na primeira, Lula surge empatado tecnicamente com pelo menos outros três candidatos, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, oscilando ligeiramente para mais ou para menos dentro da margem de erro das sondagens, que é de dois pontos para cima ou para baixo.

Somente desde 26 de Julho, segundo levantamento do Instituto Genial Quaest, um dos principais do Brasil, Lula perdeu nada menos do que sete pontos da vantagem que tinha para o seu principal adversário, Flávio Bolsonaro, segundo colocado na disputa. Nesse dia, a vantagem de Lula para Flávio era de confortáveis oito pontos, mas na sondagem do mesmo instituto divulgada na passada quarta-feira, dia 2, um mês e uma semana depois, é de somente um ponto.

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De acordo com o instituto, atualmente Lula da Silva ostenta 42% das intenções de voto numa eventual segunda volta, contra 41% de Flávio. Há duas semanas, mesmo com a tendência clara de queda, a vantagem de Lula era de três pontos, o que evidencia uma aceleração do declínio.

Nada ainda está definido, falta um mês para os brasileiros irem às urnas e nesse espaço de tempo muita coisa pode acontecer, como a inesperada e grave crise entre juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) que esta semana abalou o mundo político, mas a tendência de queda de Lula, verdadeiramente obcecado em ser reeleito e apostando no radicalismo para isso, é nítida e confirmada por outros institutos de opinião pública. E o radicalismo e a agressividade que Lula adoptou como estratégia para tentar ampliar o apoio entre os mais pobres e os setores da esquerda que lhe tinham virado as costas parece que está a afastar os eleitores mais moderados, que mesmo não gostando do actual presidente iam votar nele para evitar a vitória da extrema-direita, personificada por Flávio Bolsonaro.

Sondagem divulgada pelo Datafolha na passada quinta-feira, dia 3, mostra Lula com 46% das intenções de voto na segunda volta, contra 44% de Flávio, após quatro quedas seguidas na vantagem do governante sobre o filho de Jair Bolsonaro. A sondagem divulgada também no final da semana pelo instituto Real Time Big Data mostra Lula e Flávio rigorosamente empatados em 44% cada um, enquanto estudo do Poderdata vai além e mostra vantagem númerica de Flávio na segunda volta, com 45%, contra 44% de Lula. 

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