Macron garante que França vai unir-se "contra quem semeia o caos"
Presidente francês afirmou que aqueles que "destruíram" e "saquearam" durante as manifestações serão "processados e punidos".
O Presidente francês afirmou este sábado que aqueles que "destruíram" e "saquearam" durante as manifestações serão "processados e punidos" e que França vai unir-se "contra os semeadores do caos que apenas procuram derrubar" as instituições.
"Não há lugar para a violência na nossa República. Aqueles que destruíram, atacaram as prefeituras e os estabelecimentos, e saquearam até as nossas câmaras municipais, serão processados e punidos", escreveu Emmanuel Macron numa mensagem publicada na rede social X.
"Vamos todos unir-nos contra os semeadores do caos, que apenas procuram derrubar as nossas instituições e impedem aqueles que expressam pacificamente as suas reivindicações de o fazer", acrescentou o chefe de Estado francês.
Aucune place pour la violence dans notre République. Ceux qui ont cassé, attaqué les préfectures comme les commerces, pillé jusqu’à nos mairies, seront poursuivis et punis. Aux forces de l’ordre, garantes du droit à manifester, je dis le soutien de la Nation. Nous ferons tous bloc face aux semeurs de chaos, qui ne cherchent qu’à abattre nos institutions et empêchent ceux qui expriment pacifiquement leurs revendications de le faire.
— Emmanuel Macron (@EmmanuelMacron) October 17, 2026
Momentos antes, na mesma rede social, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, tinha responsabilizado "grupos de extrema-esquerda" pelos protestos violentos ocorridos em várias cidades francesas e prometeu levar até ao fim o projeto-lei que obriga os autores dos estragos a pagá-los.
"Não nos deixaremos intimidar", escreveu o chefe do executivo francês na sua conta oficial no X, dirigindo-se "àqueles que pretendem fazer destas violências um 'aquecimento' antes da eleição presidencial" do próximo ano.
As mensagens de Macron e Lecornu surgem numa altura em que a França, de norte a sul, assiste a protestos violentos, com manifestantes encapuzados e com máscaras a incendiarem carros, partirem lojas e arremessar objetos contra as forças de segurança, que têm ripostado com gás lacrimogéneo e granadas atordoantes.
Esta jornada nacional de protestos foi convocada pelos “coletes amarelos”, movimento de contestação social que ganhou dimensão em França em 2018 e 2019, para contestar o custo de vida elevado.
O movimento estudantil que tem liderado nas últimas semanas uma vaga de contestação em França também apelou à participação nesta jornada.
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