Madrid afasta diálogo com Catalunha enquanto persistir ameaça de independência

Méndez de Vigo advertiu os separatistas catalães de que uma declaração de independência "não chega".

06 de outubro de 2017 às 16:37
Iñigo Méndez de Vigo Foto: Getty Images
Iñigo Méndez de Vigo Foto: Getty Images
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O porta-voz do Governo de Espanha afirmou esta sexta-feira que a "coexistência foi quebrada" na Catalunha e o diálogo só pode ser retomado quando as autoridades regionais separatistas deixarem de ameaçar com uma declaração de independência.

"Para haver diálogo, é preciso voltar à legalidade", disse Iñigo Méndez de Vigo, porta-voz do Governo espanhol, na habitual conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros.

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Madrid considera ilegal e inconstitucional o referendo sobre independência realizado no domingo na Catalunha. Depois da consulta, em que participaram 42% dos eleitores que votaram maciçamente no 'sim', os líderes catalães anunciaram a intenção de declarar unilateralmente a independência.

Méndez de Vigo advertiu os separatistas catalães de que uma declaração de independência "não chega" e que as nações independentes têm de ser reconhecidas pela comunidade internacional.

Até ao momento, nenhum país declarou o seu apoio a uma independência da Catalunha e a União Europeia assegurou que uma Catalunha independente ficaria de fora da União e não poderia usar a moeda comum, tendo de pedir formalmente a adesão e cumprir o longo processo negocial decorrente.

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O ministro espanhol defendeu por outro lado que voltar à legalidade devia implicar também "voltar ao diálogo no Parlament", o parlamento regional da Catalunha, dominado pelos partidos separatistas.

Esse diálogo, afirmou, foi interrompido a 7 de setembro quando os separatistas aprovaram as leis de referendo e transição, abrindo "uma brecha" que deve ser fechada.

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