Maior sindicato de pilotos da Air France invoca insegurança no Mali para recusar voos
Aviões comerciais em voo de cruzeiro operam a uma altitude de cerca de 12 quilómetros.
O maior sindicato de pilotos da Air France apelou aos seus membros para "exercerem o seu direito de retirada" dos voos para Bamaco devido à situação de insegurança no Mali.
Por seu lado, a companhia aérea, que opera uma ligação diária entre Paris e Bamaco, afirmou que "nesta fase, o serviço para a capital do Mali se mantém inalterado".
A declaração do sindicato surge na altura em que a agência americana de supervisão aérea (FAA, na sigla em inglês) alertou recentemente para um "risco acrescido" para a aviação comercial que voa para e sobre o Mali "em todas as altitudes".
"O Mali é cenário dos combates, de atividade extremista, da deterioração do Estado de direito, da crescente presença militar estrangeira, e da introdução de um sofisticado sistema de defesa aérea", explicou a FAA numa mensagem que acompanhava um "aviso para missões aéreas" (Notam) publicado em 23 de fevereiro.
Nestes documentos, que foram publicados esta semana pelo jornal francês Les Echos, a FAA mencionou em particular a instalação pelo grupo mercenário russo Wagner de baterias SA-22 "Pantsir", capazes de atingir um alvo a 36 quilómetros de distância a uma altitude de 15 quilómetros.
Os aviões comerciais em voo de cruzeiro operam a uma altitude de cerca de 12 quilómetros.
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