Mais de 60 pessoas investigadas após desabamento de ponte em Génova, Itália
Ponte Morandi desabou na manhã de 14 de agosto de 2018 e matou 43 pessoas, dividindo a cidade em duas.
O Ministério Público de Itália concluiu o inquérito sobre o trágico desabamento da ponte Morandi, em Génova, em 2018, e há 69 investigados, entre os quais diretores da empresa encarregada de cuidar da infraestrutura, Autostrade por l'Italia (ASPI).
Os procuradores Massimo Terrile e Walter Cotugno acreditam que o julgamento pode acontecer no próximo verão, de acordo com a imprensa local.
A ponte Morandi de Génova desabou na manhã de 14 de agosto de 2018, matando 43 pessoas, dividindo a cidade em duas e obrigando centenas de pessoas a abandonarem as suas casas.
O incidente provocou um confronto entre o governo e a empresa que devia ser responsável pela sua manutenção, a ASPI, subsidiária da Atlantia, que deve agora desfazer-se dela.
Os investigadores identificaram um total de 69 pessoas com alegadas responsabilidades no desastre e para as quais vão, presumivelmente, solicitar a abertura de um julgamento.
Entre os crimes considerados pela acusação estão os de homicídio doloso múltiplo, desastre, atentado à segurança dos transportes ou falsificação de documentos.
Na lista de investigados, segundo a imprensa, estão o antigo diretor executivo da ASPI, Giovanni Castellucci, e alguns dos seus subordinados na direção, assim como o responsável da companhia Spea, que deveria controlar a rede de autoestradas do país.
Os procuradores concluíram que o mau estado da ponte era conhecido desde a década de 1990, segundo a mesma fonte.
Em fevereiro de 2018, meio ano antes do desastre, um perito da Comissão Técnica que fazia a supervisão, Antonio Brencich, tinha pedido para "encerrar imediatamente o tráfego" na infraestrutura ao analisar o estado do pilar 9, que cedeu, segundo revelou hoje a agência Ansa.
Na opinião do técnico, a ponte apresentava um "estado de degradação impressionante" e "um péssimo estado de conservação", o que a tornava na infraestrutura "mais frágil" de toda a rede de autoestradas de Itália.
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