Mais de oito mil migrantes invadem Ceuta a nado e obrigam a intervenção do Exército
Milhares de pessoas, incluindo centenas de menores, entraram no enclave espanhol perante a passividade das autoridades marroquinas.
Os migrantes, na sua maioria marroquinos, lançaram-se ao mar às centenas na cidade de Fnideq e contornaram a nado o espigão que delimita a fronteira do enclave. Chegados à praia de El Tarrajal, já em território espanhol, muitos correram a esconder-se nas ruelas da cidade, enquanto outros, exaustos, ficaram no areal à espera de ajuda. O governo espanhol mobilizou o Exército, mas os militares pouco mais podiam fazer do que esperar que os migrantes chegassem à praia para os encaminhar para os postos de assistência. Em pouco mais de 36 horas chegaram a Ceuta mais de 8 mil pessoas, incluindo centenas de menores. Cerca de metade dos adultos foram já devolvidos a Marrocos, enquanto os menores foram alojados em centros de acolhimento.
O governo espanhol mobilizou o Exército, mas os militares pouco mais podiam fazer do que esperar que os migrantes chegassem à praia para os encaminhar para os postos de assistência.
Em pouco mais de 36 horas chegaram a Ceuta mais de 8 mil pessoas, incluindo centenas de menores. Cerca de metade dos adultos foram já devolvidos a Marrocos, enquanto os menores foram alojados em centros de acolhimento.
Marrocos avisa que “os atos têm consequências”O governo espanhol acredita que a crise migratória em Ceuta foi provocada de forma deliberada por Marrocos como retaliação pela decisão de Madrid de acolher o líder da Frente Polisário, Brahim Ghali, para tratamento médico, no que afirma ter sido um “ato humanitário”. A embaixador marroquina em Espanha, Karima Benyaich, disse esta terça-feira que “nas relações entre países há atos que têm consequências e estas devem ser assumidas”.saiba mais1415foi o ano em que as tropas portuguesa lideradas por D. João I tomaram Ceuta aos mouros. A possessão portuguesa foi mais tarde reconhecida nos tratados de Alcáçovas (1479) e de Tordesilhas (1494). Passou para domínio espanhol em 1640, na sequência da Restauração.Defendida com um pauApós a conquista pelos portugueses, a cidade foi disputada por vários capitães. D. Pedro de Meneses apresentou-se ao rei com um pau usado num jogo chamado ‘aleo’ e quando D. João I lhe perguntou se conseguiria defender a cidade, respondeu: “Senhor, este pau basta-me para defender Ceuta de todos os seus inimigos.” Foi nomeado governador da cidade e o pau foi passado de mão em mão por todos os ocupantes do cargo.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt