Mais de três mil passageiros sem voos devido a instabilidade na Nova Caledónia

Aircalin prevê retomar as ligações aéreas na terça-feira, mas a Air Calédonie não avança com datas "até nova ordem".

18 de maio de 2024 às 08:02
Uma avião passa durante o eclipse solar parcial em Nova Iorque Foto: Andrew Kelly/Reuters
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Um total de 3.200 passageiros foram afetados pela falta de voos comerciais com origem ou em direção à Nova Caledónia, no Pacífico Sul, disseram as autoridades do arquipélago que tem sido palco de motins.

De acordo com os números fornecidos pelas duas companhias aéreas que servem regularmente a Nova Caledónia, 3.200 pessoas não podem sair nem regressar ao arquipélago, declarou o porta-voz do governo, Gilbert Tyuienon, numa conferência de imprensa na capital, Numeá.

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Os voos comerciais estão suspensos desde terça-feira devido aos tumultos registados no território francês do Pacífico Sul.

A Aircalin prevê retomar as ligações aéreas na terça-feira, mas a Air Calédonie não avança com datas "até nova ordem".

"A Aircalin está atualmente a fornecer alojamento a alguns [habitantes de Nova Caledónia] que estão retidos em Singapura ou Tóquio", disse o membro do governo responsável pela função pública, Vaimu'a Muliava.

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"Não vamos poder fazer isto para sempre. É por isso que dizemos: mais um dia é um dia a mais", acrescentou.

O governo local detém 99% da Aircalin e 50,3% da Air Calédonie.

A Austrália e a Nova Zelândia também estão a preparar o regresso de nacionais da Nova Caledónia.

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Desde segunda-feira, a violência - a pior registada na Nova Caledónia desde o final dos anos 80 - causou a morte de cinco pessoas, incluindo dois polícias, e centenas de feridos, segundo as autoridades.

A crise teve início após ter sido apresentado um novo projeto de lei adotado em Paris, que determina que residentes franceses que vivem no arquipélago há dez anos sejam autorizados a votar nas eleições locais.

Os líderes políticos locais temem que as forças da Nova Caledónia fiquem enfraquecidas com a nova medida.

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