Manifestantes pró-refugiados envolvem-se em incidentes
Centenas protestaram contra "a Europa fortaleza".
Centenas de italianos e austríacos manifestaram-se este domingo contra "a Europa fortaleza" e em defesa do acolhimento dos refugiados, na fronteira dos dois países, no coração dos Alpes, onde se registaram incidentes com a polícia.
Cerca de 500 refugiados, segundo a polícia, e o dobro, de acordo com os organizadores do protesto, concentraram-se na passagem de Brenner, uma ligação entre as regiões italianas de Haut-Adige e austríaca do Tirol, a aproximadamente 1.300 metros de altitude.
O posto fronteiriço deverá ser equipado, no futuro, com um dispositivo de controlo militar para prevenir um eventual aumento do fluxo de migrantes ilegais, segundo divulgou o governo austríaco.
"Parar com as guerras não com as pessoas", "nenhum migrante é ilegal" , "Idomeni [um campo de refugiados na Grécia] não está só!", "abram as fronteiras" e "abaixo a fortaleza", eram palavras que podiam ser lidas nos cartazes e nas tarjas dos manifestantes que apelavam à união dos italianos no apoio aos refugiados.
Um porta-voz da polícia austríaca disse à agência AFP que as forças da ordem tinham feito uso de gás pimenta para impedir um grupo de manifestantes que tentavam forçar o cordão policial.
Segundo a mesma fonte, os manifestantes também arremessaram pedras e garrafas e tentaram ainda bloquear o caminho-de-ferro.
Dois polícias ficaram com ferimentos ligeiros e um manifestante foi preso, segundo as autoridades, enquanto um comunicado da região do Tirol refere cinco polícias feridos.
Numa entrevista concedida ao diário alemão Die Welt, no sábado, o ministro da Defesa austríaco, Hans-Peter Doskozil, reiterou a vontade de Viena em introduzir "controlos massivos", inclusive com soldados, na passagem de Brenner.
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