Marshal mata passageiro em avião

Um passageiro a bordo do voo 924 da companhia norte-americana American Airlines foi ontem baleado e morto por um ‘air marshal’ durante uma escala em Miami. Segundo informações oficiais, o passageiro afirmou ter uma bomba num saco e tentou escapar do aparelho, fugindo dos agentes de segurança do avião. Esta foi a primeira vez que um segurança de bordo norte-americano matou um passageiro.

08 de dezembro de 2005 às 00:00
Marshal mata passageiro em avião Foto: Carlos Barria/Reuters
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O avião era proveniente de Medellin e tinha destino final em Orlando, Florida. Ao que se sabe, o incidente teve lugar no túnel de saída do avião para o terminal, pouco depois da aterragem, pelas 17h16, hora de Lisboa. O perímetro em torno do avião foi prontamente isolado por carros da polícia e agentes armados.

Segundo algumas fontes, os agentes de segurança da American Airlines ordenaram ao passageiro que não metesse a mão no saco e se deitasse no chão, mas ele não obedeceu.

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Mais tarde, foi revelado o nome do passageiro, Rigoberto Alpizar, cidadão norte-americano de 44 anos de idade. Desconhecem--se as motivações do presumível bombista, estando em análise a possibilidade de o passageiro sofrer de distúrbios psicológicos.

Saliente-se que os disparos a matar estão de acordo com as regras em casos semelhantes, quando o nível de ameaça à segurança dos passageiros é considerado elevado.

GUARDAS ARMADOS A BORDO

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Martin Gonzalez, porta-voz da agência colombiana de aviação civil, afirmou que o avião “partiu sem problemas” de Medellin.

A presença de seguranças armados a bordo de aviões esteve na ordem do dia depois dos atentados de 11 de Setembro de 2001. Usualmente fardados, os ‘air marshals’ passaram a viajar à paisana, misturados com os passageiros, e a sua presença foi reforçada, quer em voos internos quer internacionais. Além disso, os EUA autorizaram as companhias norte-americanas a permitir aos pilotos o uso de armas. Washington esteve ainda na origem de uma proposta polémica, quando, em 2003, quis forçar todas as companhias com voos com destino nos EUA a usarem guardas armados a bordo.

Os ‘air marshals’ foram criados no final dos anos 60 para fazer frente a piratas do ar e outras ameaças ao bem-estar dos passageiros. Além dos EUA há vários outros países que utilizam seguranças armados nos aviões, nomeadamente a Suíça, o Egipto e Israel.

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