Martin morreu quando ia abraçar o pai

Menino de oito anos aguardava pela chegada dos maratonistas. A irmã perdeu uma perna e a mãe está ferida.

17 de abril de 2013 às 01:00
boston, maratona, ataque terrorista, martin Foto: Foto do Facebook
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Foi o pior ataque à bomba em solo americano desde o 11 de Setembro de 2001 e a América está de novo de luto. Duas explosões na maratona de Boston (EUA), segunda-feira, Dia dos Patriotas, fizeram pelo menos três mortos. Martin Richard, de 8 anos, era uma entre as muitas crianças que aguardavam pelo final da corrida, para abraçar o pai, que participava na prova. Morreu às mãos do terror.

Uma grande parte dos mais 20 mil maratonistas já tinha atravessado a meta quando uma primeira bomba, colocada num caixote do lixo, explodiu. Segundos depois, uma segunda explosão, a apenas alguns metros de distância da primeira, travou o pequeno Martin, que corria para abraçar o pai. Acompanhado da mãe, Denise, e de uma irmã, Jane, de seis anos, o menino aguardava, ansioso, junto à meta, a chegada de William. Morreu atingido pelos estilhaços da bomba. A irmã perdeu uma perna e a mãe, que sofreu lesão cerebral, está no hospital. O pai escapou.

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Uma outra criança, de 11 anos, Aaron Hern, que esperava pela chegada da mãe à meta, foi igualmente atingida pelos estilhaços, mas sobreviveu. A maior parte dos feridos ficou sem pernas e sem braços. Entre 25 a 30 pessoas sofreram uma amputação e há pelo menos dez crianças entre os 176 feridos das bombas, que, apesar de artesanais, estavam preparadas para maximizar os danos.

Foi entretanto identificada mais uma vítima mortal: Krystle Campbell, de 29 anos.

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