Médica vendia produtos de beleza enquanto criança agonizava após receber adrenalina intravenosa

Mensagens ocorreram cerca de uma hora e meia depois da aplicação de adrenalina, período em que o menino já apresentava uma reação grave ao medicamento.

04 de maio de 2026 às 15:03
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Benício Freitas, um menino de 6 anos, morreu em novembro de 2025 num hospital particular de Manaus, no Brasil, após receber incorretamente uma dosagem de adrenalina intravenosa. Agora, mensagens analisadas pela polícia revelam que a médica responsável pela prescrição negociava a venda de produtos de beleza enquanto a criança recebia tratamentos de urgência. 

De acordo com o G1, o inquérito da polícia revela que enquanto o menino estava em estado crítico, a médica que acompanhava a evolução do quadro clínico estava a trocar mensagens no WhastApp com clientes, a acertar valores e formas de pagamento de produtos de beleza. 

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Numa das conversas é possível ver que a médica informa o valor da maquilhagem vendida, recebe o comprovativo de pagamento e responde com mensagens carinhosas. 

As mensagens ocorreram cerca de uma hora e meia depois da aplicação de adrenalina, período em que o menino já apresentava uma reação grave ao medicamento. 

O inquérito indica que a médica apresentou à justiça um vídeo em que o sistema eletrónico do hospital teria alterado automaticamente a forma de administração do medicamento. No entanto, foi descartada qualquer falha no sistema. 

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Os investigadores encontraram ainda mensagens em que a médica chegou a oferecer dinheiro para a produção de um vídeo que sustentasse a sua versão. 

A mulher foi indiciada por homicídio doloso e fraude processual. O advogado refere que no momento da intubação da criança, o menino já não estava sob responsabilidade médica. 

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