Medicamento contaminado deixa 16 bebés com Síndrome do Lobisomem

Infarmed já tinha conhecimento do caso mas nega a existência de medicamentos deste fabricante aprovados em Portugal.

27 de agosto de 2019 às 14:33
Lalit Patidar, tem 13 anos e sofre com síndrome do lobisomem Foto: Getty Images
Bebé, xxx Foto: Getty Images
Bebé Foto: Getty Images

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Dezasseis bebés foram afetados pelo Síndrome do Lobisomem depois de tomarem o medicamento omeprazol contaminado com um produto que previne a queda de cabelo.

Os casos, detetados em Espanha, foram agora denunciados pelo Ministério da Saúde de forma a alertar os pais para novos casos. O omeprazol foi administrado nos bebés para tratar o refluxo gástrico. 

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Contactada pelo CM, fonte do Infarmed confirma que já tinha sido recebida, no início de agosto, a informação da existência do lote contaminado mas nega a existência de medicamentos deste fabricante aprovados em Portugal.

O Síndrome do Lobisomem manifesta-se com o crescimento de cabelo, incluindo em zonas onde este não existe habitualmente. Os bebés contaminados começaram a perder os sintomas do síndrome assim que deixaram de tomar o medicamento.

O primeiro alerta para o medicamento contaminado foi dado a 11 de julho. A Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde teve conhecimento de 13 casos de bebés afetados e ordenou que o lote contaminado fosse retirado do mercado. Mais tarde, a 6 de agosto, voltou a ordenar a retirada de 22 lotes contaminados depois de ser notificada com três novos casos de bebés com Síndrome do Lobisomem em Granada.

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As análises ao medicamento provaram que os lotes contaminados foram importados pela empresa espanhola Farma-Química Sur SL, sediada em Málaga, a um laboratório na Índia. 

A Agência do Medicamento espanhola deixou um alerta aos pais que administraram o medicamento omeprazol aos filhos nos últimos meses. Os progenitores devem dirigir-se a uma farmácia para comprovarem que o lote utilizado se encontra fora dos lotes que lançaram o alerta.

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