Médico violava com ajuda de criança
A polícia de Goiânia, capital do estado brasileiro de Goiás, incriminou o ginecologista João Batista Pinto, de 47 anos, por violação, pedofilia e corrupção de menores. De acordo com o processo, o médico é acusado de ter molestado sexualmente pelo menos oito meninas, todas com idades entre os 12 e os 14 anos.<br/><br/>
A exercer no Hospital e Maternidade Vila Nova, em Goiânia, o médico foi preso enquanto trabalhava. De acordo com a inspectora Adriana Accorsi, da polícia local, que comandou as investigações, era durante as consultas que o médico começava o assédio às vítimas. O ginecologista contava com a ajuda de uma menina, também de 12 anos, que já fora violada por ele anteriormente, que recebia o equivalente a sete euros de cada vez para atrair e seleccionar as novas vítimas.
As crianças, todas estudantes na escola pública do Jardim Balneário Meia Ponte, um bairro pobre da cidade, eram convencidas pela colega a fazerem uma consulta ginecológica gratuita com o médico. Durante a consulta, ele escolhia as que lhe agradavam e iniciava o assédio. Usando diversos estratagemas, convencia as crianças a sair com ele e no dia e hora marcada ia buscá-las na rua por detrás da escola, onde as deixava mais tarde, depois de consumado o acto sexual.
Segundo a polícia, para convencer as meninas a não contarem nada, o médico dava-lhes o equivalente a 17 euros de cada vez que mantinham relações com ele. Mas o comportamento das estudantes chamou a atenção na escola, pois, várias alunas passaram a andar tristes, afastaram-se dos grupos de amigas e reduziram o rendimento escolar, o que gerou desconfianças, confirmadas depois de muita insistência dos responsáveis.
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