Médicos reforçam medicação a Bolsonaro após crise de soluços
No relatório, os médicos afirmam que a crise de soluços, um dos principais problemas de saúde que o ex-chefe de Estado enfrenta, foi muito forte e resistente à resposta inicial.
O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que cumpre em prisão domiciliária pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, sofreu esta semana uma violenta crise de soluços que durou 36 horas e exigiu uma resposta firme dos médicos que o atendem. A informação consta num relatório enviado pelos médicos esta sexta-feira ao juiz Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que em Setembro do ano passado condenou Bolsonaro e agora tutela o cumprimento da sentença.
No relatório, os médicos afirmam que a crise de soluços, um dos principais problemas de saúde que o ex-chefe de Estado enfrenta, foi muito forte e resistente à resposta inicial. Por isso os médicos tiveram de recorrer a um aumento substancial da dose medicamentosa que Bolsonaro já usa regularmente, e só assim o problema foi solucionado.
Em consequência desse forte aumento da dosagem medicamentosa, acrescentam os médicos que atendem o antigo governante na mansão em Brasília onde cumpre pena, Bolsonaro passou a apresentar um quadro de sonolência contínua e falta de equilíbrio físico. Com isso, cuidados adicionais tiveram de ser adotados na residência para evitar quedas.
Jair Bolsonaro nas últimas semanas apresentava uma melhora significativa no quadro de soluços, mas, de repente, eles voltaram e com muita força, impedindo-o de se alimentar adequadamente, dificultando a respiração e aumentando a debilidade física. Ainda não foi esclarecida a razão ou as razões da deflagração dessa nova crise de soluços, mas ela acontece após o juiz ter proibido Bolsonaro de receber visitas do filho mais velho, senador Flávio Bolsonaro, candidato às presidenciais de Outubro, até final da primeira volta da campanha, para evitar que, mesmo preso, interfira no processo eleitoral.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt