Ditador norte-coreano suspeito de mandar assassinar o irmão
Kim Jong-nam foi envenenado na Malásia. Americanos dizem que foi ordem de Kim Jong-un.
Kim Jong-nam, meio-irmão mais velho do líder norte-coreano, Kim Jong-un, foi assassinado na segunda-feira na Malásia, disseram fontes governamentais à agência sul-coreana Yonhap.
Jong-nam teria cerca de 45 anos e era o filho primogénito do ditador norte-coreano Kim Jong-il, filho da sua primeira concubina, a atriz Song Hye-rim.
Fontes citadas pela televisão sul-coreana KBS disseram que Jong-nam foi envenenado por duas mulheres no aeroporto internacional de Kuala Lumpur, e que as atacantes fugiram do local.
Segundo o chefe da polícia do aeroporto de Kuala Lumpur, o subcomissário Abdul Aziz Ali, um homem de cerca de 40 anos foi encontrado maldisposto e levado para o hospital, morrendo no trajeto.
A reuters adianta que foi encontrado na sua posse um passaporte em nome de Kim Chol, mas sabe-se que o irmão do ditador coreano viajava frequentemente com identidade falsa. O destino da viagem seria o antigo território português de macau, onde Kim Jong-nam passava longas temporadas.
Morte ordenada pelo irmão
Entretanto, as agências internacionais dão conta de que os Estados Unidos estão convencidos de que a morte de Kim Jong -nam terá sido obra de agentes da Coreia do Norte. Uma fonte do governo americano disse à Reuters que a Casa Branca está convencida de que o crime foi obra do regime de Pyongyang embora não se conheçam ainda mais detalhes do caso.
Até ao início do século XXI, Kim Jong-nam era considerado o provável sucessor do pai, que morreu em 2011.
Em 2001, no entanto, foi detido no aeroporto de Tóquio com um passaporte falso com o qual alegadamente queria visitar um parque da Disney no Japão. A sua conduta errática levou-o a ser preterido na corrida à sucessão do regime comunista.
Emigrou para a China em 1995 e vivia desde então entre Pequim e Macau.
Era próximo do seu tio, o general Jang Song Thaek, o segundo homem na hierarquia do Estado norte-coreano, mandado executar por Kim Jong-un em 2013.
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