Meloni lamenta a morte de Valentino, "símbolo eterno da alta costura italiana"

Famoso estilista italiano morreu esta segunda-feira aos 93 anos.

19 de janeiro de 2026 às 22:06
Valentino Garavani Foto: Charles Sykes/Invision/AP
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A primeira-ministra de Itália expressou o seu pesar pela morte do estilista italiano Valentino Garavani, que morreu esta segunda-feira aos 93 anos, descrevendo-o como "um mestre indiscutível do mundo da moda" e "símbolo eterno da alta-costura italiana".

"Valentino, mestre indiscutível do estilo e da elegância, e símbolo eterno da alta-costura italiana. Hoje, Itália perde uma lenda, mas o seu legado continuará a inspirar gerações. Obrigada por tudo", escreveu Giorgia Meloni na sua conta na rede social X, pouco depois do anúncio do falecimento do estilista.

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Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, Antonio Tajani, também lamentou a perda de "uma figura destacada da moda mundial" e um "ícone do Made in Italy".

"O seu talento levou o Made in Italy às passerelles internacionais, tornando-o símbolo de estilo, criatividade e prestígio, um legado que permanecerá na história", expressou Tajani também na sua conta no X.

"Deixou-nos um ícone do Made in Italy, que colocou o nosso país no topo mundial, e cuja visão e criatividade iluminaram os desfiles em todas as cidades. As nossas mais sentidas condolências à sua família, entes queridos e colaboradores", acrescentou o chefe da diplomacia italiana.

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O famoso estilista italiano faleceu na sua residência em Roma, segundo confirmou num comunicado a Fundação Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti, publicado nas suas redes sociais.

Da mesma forma, estas entidades confirmaram que o velório terá lugar em Roma esta quarta e quinta-feira e o funeral será celebrado na sexta-feira, 23, na Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri da capital italiana às 11:00 (10:00 GMT).

Valentino Clemente Ludovico Garavani, conhecido como Valentino, e a quem a agência Ansa apelida de "gigante da moda", nasceu em Voghera, na região da Lombardia em 1932.

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Em 1949, muda-se para Paris para seguir os estudos em moda. Vencedor do prémio Woolmark, o mesmo que lançou as carreiras de Yves Saint Laurent e Karl Lagerfeld, estagiou como criador de moda Jean Desssés e chegou a trabalhar para Guy Laroche.

Dez anos depois da mudança para Paris, regressa a Itália, instalando-se em Roma, onde abre o seu próprio atelier.

Na década de 1960 conhece Giancarlo Giammetti, na época um estudante de arquitetura, com quem inicia uma longa e sólida relação profissional e pessoal. Embora a relação amorosa tenha durando apenas dez anos, a relação de trabalho e amizade manteve-se ao longo de várias décadas.

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Com Giancarlo Giammetti, que passa a administrar os negócios, Valentino começa a dedicar-se por inteiro à criação.

Ao longo da carreira, feita sobretudo nas passereles de Paris, Valentino, que tinha o vermelho como cor de eleição, vestiu várias figuras públicas, como Jackie Kennedy, Elizabeth Taylor, Julia Roberts, Sharon Stone, Jessica Lange, Sophia Loren e Rânia da Jordânia.

Em 1998, vendeu a marca Valentino à Hdp, de Maurizio Romiti. Quatro anos depois, a Valentino passava para as mãos do grupo Marzotto.

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Em 2012, a casa de moda Valentino foi adquirida pelo grupo Mayhoola for Investments, sediado no Qatar e ligado à 'sheika' Mosa bint Nasser.

Depois de Valentino, a direção criativa da marca ficou a cargo de Alessandra Facchinetti, Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli e, atualmente, Alessandro Michele.

Em 2007, Valentino decidiu colocar um ponto final na carreira. Ainda assim, continuou a desenhar peças especiais para amigas e para eventos artísticos, como em 2012 para o Ballet de Nova Iorque, recorda o jornal Corriere della Sera.

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A vida e obra de Valentino são contadas no documentário "Valentino: o último imperador", de Matt Tyrnauer, estreado em 2008.

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