Menino de 12 anos encontrado em cela de homem preso por violação

Polícia Civil investiga o caso e tenta apurar se o menino foi violado.

03 de outubro de 2017 às 17:43
prisão, grades, cela, mãos Foto: Getty Images
grades prisão Foto: Getty Images

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Um menino de 12 anos foi encontrado escondido numa cela de prisão onde cumpre pena um homem condenado por crimes sexuais na cidade de Altos do Piauí, no estado do Piauí, nordeste do Brasil. O menino foi encontrado durante uma revista de guardas prisionais numa das celas da Colónia Penal Agrícola Major César Oliveira, escondido debaixo da cama do preso e disse que tinha ficado ali por vontade própria.

Jarbas Lima, o delegado da Polícia Civil que investiga o caso, continua a tentar apurar se o menino foi violado pelo preso, condenado por violação sexual, apesar de um exame no Instituto de Medicina Legal ter afastado a hipótese de prática de sexo anal. Para o delegado, existem várias outras formas de violação possíveis, que não deixam marcas tão evidentes, e é preciso deixar totalmente claro se o menor foi ou não vítima de uma delas.

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Há relatos, que ainda estão a ser apurados, de que o menino dormiu na cama do preso e que, entre outras coisas, este terá acariciado as partes íntimas do menor. Foi exatamente um burburinho incomum na ala das celas que chamou a atenção dos guardas, que decidiram fazer a revista durante a qual encontraram o menor.

Outra coisa que é preciso esclarecer, acrescenta o delegado, é se os pais do menino, aparentemente pessoas muito pobres, receberam algum tipo de compensação financeira do preso para deixarem o menor na cela. Foram os pais do rapaz que o levaram até à Colónia Penal, localizada na zona rural de Altos, onde o homem cumpre pena, quando foram visitar o preso.

Numa versão informal dada a uma representante do Conselho Tutelar de Menores de Altos do Piauí e que causa alguma estranheza, os pais do miúdo disseram que o deixaram na cela do preso, conhecido deles, porque estavam demasiado cansados para andarem com o filho de um lado para o outro. 

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Eles dizem que fizeram a pé o longo caminho entre o local onde moram e a Colónia Penal, e que, como a mulher teria de voltar à prisão no outro dia para lavar as roupas do preso, que lhe paga para isso, levaria só então nesse dia o filho de volta para casa.

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