Menino violado por colegas no infantário durante vários meses

Caso descoberto porque os menores filmaram e fotografaram atos sexuais.

24 de março de 2018 às 13:53
Menino foi abusado Foto: Getty Images
Menino foi abusado Foto: Getty Images
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Menino Foto: Getty Images
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Quatro crianças de um infantário em Grandville, Michigan, EUA, são acusadas de violarem um colega naquela instituição ao longo de vários meses. Os abusos foram descobertos porque os quatro rapazes filmavam e fotografavam os vários atos sexuais a que sujeitavam o amigo. Os pais da criança violada, cuja idade não é revelada e que é identificada apenas como "Jimmy Doe", estão a processar o infantário Century Park Learning Center.

Segundo os documentos judiciais, o menino era levado para uma das salas de atividades do infantário pelos colegas. Aí a criança era obrigada a despir-se, e depois apalpada e sodomizada. Tudo era captado nos iPads a que as crianças do infantário tinham acesso. As imagens e vídeos circulavam depois entre os menores.

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"Os quatro rapazes diziam ao Jimmy como devia posar e o que fazer enquanto tiravam fotografias e filmavam. Ameaçavam-no dizendo que não seriam seus amigos se não fizesse o que estavam a mandar e garantiam que, caso o menor fizesse queixa, alegariam que a ideia dos atos sexuais tinha sido dele", lê-se no processo.

Segundo a advogada da família, Anne Buckleitner, os rapazes apagavam as fotografias do iPad ao fim de algum tempo, para que pudessem continuar os abusos sem que os educadores descobrissem. O menor foi obrigado a atos sexuais entre o outono de 2014 e abril de 2015.

Os pais disseram em tribunal que notaram que "a saúde física e emocional do filho se deteriorava de dia para dia" e que Jimmy "dizia que não gostava de ir para o infantário porque todos os colegas gozavam com ele por causa de fotografias".

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Foi uma educadora que descobriu tudo, depois de encontrar uma criança a ver fotografias de Jimmy com os genitais expostos e a ser sodomizado no dos iPads do infantário. No aparelho descobriu centenas de imagens semelhantes. Enquanto falava com o aluno, outro tentava apagar as fotografias, mas foi apanhado por outra educadora.

Os pais foram imediatamente chamados à escola.

Segundo o diretor da escola, os alegados abusadores de Jimmy disseram que "tinha sido ideia do Jimmy expôs os genitais e que o rapaz admitiu que queria mostrá-los para ser fotografado".

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O processo federal, interposto pelos pais do menor alega agora que o Agrupamento de Escolas Públicas de Grandville permitiu que os abusos ocorressem e que os seus funcionários "falharam em conduzir uma investigação interna eficiente".

O superintendente do agrupamento nega estas acusações, insiste que "a resposta foi apropriada" e nega negligência dos educadores.

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