Refugiados guiam-se pelo Facebook e Google Maps

Trocas de mensagens e coordenadas de GPS evitam polícia.

14 de setembro de 2015 às 13:01
Foto: Thomas Mukoya/Reuters
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Tecnologia poderá salvar vida a refugiados?

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Tecnologia poderá salvar vida a refugiados?

São cada vez mais os migrantes que recorrem às redes sociais e ao Google Maps para se guiarem. Existem grupos no Facebook onde os utilizadores colocam informações relevantes, como as melhores rotas ou indicações de onde existem sítios para dormir e aceder a redes Wi-Fi. Segundo o jornal Irish Times, também a plataforma de mapas do Google é consultada por migrantes quando fazem a travessia do Mediterrâneo. "Sem o Google Maps estaríamos perdidos" disse um refugiado sírio à BBC.

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É através da Internet que os migrantes verificam as rotas já viajadas pelos compatriotas. Um refugiado chamado Ramiz contou ao jornal Irish Times que durante a travessia de barco, entre o Afeganistão e a Hungria, recebeu uma mensagem de um amigo que afirmava ter sido parado pela polícia na fronteira. Ainda assim, Ramiz acabou também por ser apanhado pelas autoridades, mas teve tempo de tirar uma foto do local e partilhá-la, juntamente com as coordenadas de GPS, para que outro amigo alterasse o trajeto e assim evitasse ser travado. "É assim que viajamos", disse Ramiz ao Irish Times

Traficantes de pessoas baixam preços

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De acordo com o jornal The New York Times, a crise dos refugiados já fez com que os preços cobrados pelos traficantes de pessoas caíssem para metade. É deles que os refugiados dependem para fazer a travessia entre a Turquia e a Grécia, submetendo-se na esmagadora maioria das vezes a condições subumanas.

Equipar os migrantes com novas tecnologias parece também ser parte da estratégia das Nações Unidas. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, liderado por António Guterres, entregou 33 mil cartões de telemóvel a sírios, na Jordânia, juntamente com mais de 85 mil lanternas solares, que podem também ser utilizadas para carregar telemóveis. Srba Jovanovic, que trabalha com uma coligação de organizações de solidariedade na Sérvia, disse ao site Business Insider que todos os jovens, do sexo masculino, que encontra têm um telemóvel.

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