Milhares manifestaram-se contra execuções na Árabia Saudita
Protestos em Teerão.
Mais de mil pessoas manifestaram-se este domingo em dois locais em Teerão, no Irão, para protestar contra a execução do líder religioso xiita Nimr Baqir al-Nimr, constaram jornalistas da agência AFP.
Manifestantes concentraram-se perto da embaixada da Arábia Saudita, apesar da interdição do Governo para evitar novos incidentes, após o ataque lançado durante a noite contra este edifício que foi parcialmente queimado.
As forças antimotim conseguiram impedir os manifestantes de se aproximarem da representação diplomática saudita em Teerão.
Durante o protesto, os manifestantes gritavam "morte a Al-Saud", o nome da família reinante em Riade, e queimaram bandeiras norte-americanas e israelitas.
Manifestações prolongaram-se a outras cidades
Presente no local, o chefe da polícia de Teerão pediu aos manifestantes para dispersarem.
Ao mesmo tempo, 300 a 400 pessoas reuniram-se na praça Palestina para contestar a execução do clérigo xiita saudita, também gritando palavras de ordem contra o regime de Riade, os Estados Unidos e Israel.
Segundo a AFP, decorreram também manifestações noutras cidades iranianas.
A morte do líder religioso xiita provocou violentos protestos contra a embaixada da Arábia Saudita em Teerão e o líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, já advertiu que a Arábia Saudita vai sofrer uma "vingança divina" pela execução de "um mártir" que foi morto "injustamente".
Entretanto, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse estar "profundamente consternado" com a execução de 47 pessoas na Arábia Saudita e apelou à calma nas reações à morte do líder religioso xiita, segundo o porta-voz da ONU.
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