Milhões do PT sem explicação
A temperatura subiu ontem no julgamento do ‘Mensalão’ quando o advogado do ex-director de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato não conseguiu explicar como 23 milhões de euros dessa instituição pública acabaram nas contas do partido de Lula da Silva.
Joaquim Barbosa, juiz relator do processo que está a ser julgado no Supremo Tribunal Federal brasileiro, repetiu as perguntas sobre o desvio da verba que, através de Marcos Valério, acabou no saco azul do Partido dos Trabalhadores (PT). Mas o advogado repetiu os argumentos pouco convincentes, dando a entender que estava em curso uma estratégia articulada com a defesa de outros arguidos. Insatisfeito, o juiz chamou o advogado para pedir explicações.
O episódio agitou o julgamento, que durante a semana decorreu de forma monótona, com cinco advogados por dia a apresentarem argumentos combinados e repetitivos.
Marthius Sávio Cavalcante Lobato, o advogado de Pizzolato, ficou tão surpreso ao ser chamado que se atrapalhou, evitou perguntas e, quando respondeu, foi algo confuso. Ante isto, o juiz foi incisivo e perguntou quem autorizou a passagem do dinheiro daquele banco público para a empresa de publicidade de Valério, considerado o operador do ‘Mensalão’, por quê e de que forma. Segundo a Polícia, os milhões saíram do banco por autorização de Pizzolato e foram entregues por Valério ao PT, que os usou para pagar favores a aliados do presidente Lula da Silva.
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