Militares brasileiros cercam Complexo da Maré
Polícia procura quem atirou sobre soldados que entraram por engano na favela.
Três militares da Força Nacional entraram por engano numa favela da zona norte. Foram recebidos à bala pelos criminosos e dois deles ficaram feridos, um em estado grave.
Os homens pertencem a outros estados e foram enviados para o Rio de Janeiro para fazerem parte do mega-esquema de segurança montado para os Jogos Olímpicos Rio 2016.
De acordo com a Força Nacional, o soldado que inspira mais cuidados (e que chegou a ser dado como morto) chama-se Hélio Vieira Andrade e pertence ao estado de Roraima, na Amazónia. Foi atingido por uma bala de grosso calibre na cabeça e teve de ser operado de emergência no Hospital Salgado Filho.
Era o condutor do veículo em que os três militares seguiam quando se perderam no Rio de Janeiro e acabaram por entrar sem querer na favela Vila do João, no Complexo de Favelas da Maré.
Outro ferido, o capitão Allen Marcos Rodrigues Ferreira, do estado do Acre, foi atingido no rosto mas não corre risco de vida. Foi socorrido por um motorista de táxi e chegou a avisar pelo rádio que fora baleado antes de seguir para o hospital.
Durante a noite, forças da Polícia Militar e da Polícia Civil do Rio de Janeiro invadiram a favela com blindados à procura dos responsáveis pelo ataque. No local, os agentes formaram um cerco, impedindo todos os acessos à comunidade. Todos os veículos que saíam e entravam do complexo foram revistados, bem como os moradores. Ninguém foi preso, mas dois suspeitos foram identificados e a polícia continua, esta quinta-feira, a fazer uma caça ao homem.
Já na terça-feira, um autocarro com jornalistas e voluntários de vários países tinha sido atingido ao circular em direção ao Parque Olímpico.
O esquema de segurança montado para a Rio 2016 tem um efetivo de 100 mil pessoas.
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