Militares na rua para travar revolta popular na África do Sul

Prisão do ex-presidente Jacob Zuma gera onda de violência que já provocou 45 mortes.

14 de julho de 2021 às 08:39
Foram detidas mais de 700 pessoas desde que os protestos começaram, na quarta-feira da semana passada Foto: Lusa
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A prisão do antigo presidente da África do Sul Jacob Zuma está a gerar uma onda de violência, destruição e pilhagens que entra esta quarta-feira no sétimo dia.

Terá começado com apoiantes de Zuma e alastrou à população. Já morreram, pelo menos, 45 pessoas e mais de 700 foram detidas, nas províncias de Gauteng e KwaZulu-Natal. O governo destacou 2500 soldados para ajudar a polícia a conter os distúrbios.

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A comunidade portuguesa está assustada, alguns comerciantes já foram alvo de saques, mas, até esta terça-feira, não se registaram vítimas entre os emigrantes, tal como garantiu a secretária de Estado das Comunidades, Berta Nunes.

Numa comunicação ao país, o presidente, Cyril Ramaphosa, que é também o líder do ANC - o partido no poder na África do Sul desde 1994 - avisou desde logo que “ações serão tomadas contra aqueles que saqueiam e continuam com violência e intimidação”.

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“Embora possam ser atos oportunistas de pilhagem, causados por privações e pobreza, os pobres e marginalizados suportam o impacto final da destruição”, disse.

A imprensa local tem relatado que simpatizantes do ex-presidente Jacob Zuma estão envolvidos nos violentos protestos, exigindo que o antigo chefe de Estado seja libertado da prisão.Zuma começou, na quarta-feira passada, a cumprir uma pena de 15 meses de prisão por desobediência ao tribunal após recusar depor num processo em que se investigam indícios de corrupção.

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