Militares portugueses distribuem vestidos e bolas de futebol a crianças na República Centro-Africana

Uma das ações decorreu no bairro de Sapéké, junto de jovens vítimas das recentes cheias provocadas pelo rio Ubangui.

14 de dezembro de 2019 às 17:29
Portugueses em patrulha numa área onde foram emboscados Foto: Direitos Reservados
Tenente-coronel Victor Gomes, comandante da 6.ª Força Nacional Destacada na República Centro-Africana Foto: Direitos Reservados

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Os militares portugueses destacados na República Centro-Africana desenvolveram ações de solidariedade nas quais distribuíram a várias crianças vestidos feitos de forma artesanal e bolas de futebol oferecidas pelo Comité Olímpico nacional, anunciou este sábado o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

Em comunicado, o EMGFA aponta que uma das ações decorreu no bairro de Sapéké, junto de jovens vítimas das recentes cheias provocadas pelo rio Ubangui, que "deixaram várias famílias desalojadas e agravou as condições sanitárias da região".

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No final de outubro, a Cruz Vermelha estimava que cerca de 28 mil pessoas ficaram desalojadas na República Centro-Africana após a maior inundação dos últimos 20 anos.

O Governo local classificou como "um grande desastre natural" as inundações, que foram uma combinação das chuvas que caíram sem parar durante uma semana e a inundação do rio Ubangui e dos seus afluentes, que transbordaram pela última vez há uma década.

A segunda ação da 6.ª Força Nacional Destacada decorreu numa escola, onde foram distribuídos vestidos e bolas a crianças de várias idades, tendo decorrido inclusivamente "um jogo de futebol e basquetebol entre os militares portugueses e as seleções do bairro".

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De acordo com o EMGFA, as bolas de futebol foram oferecidas às crianças da República Centro-Africana pelo Comité Olímpico de Portugal, e os vestidos foram confecionados de forma artesanal pela organização não-governamental portuguesa 'Dress a Girl'.

"Em paralelo com estas ações solidárias, os militares portugueses participaram em jogos e outras brincadeiras com as crianças locais, multiplicando sorrisos e fazendo, por momentos, esquecerem as dificuldades do dia a dia", remata o comunicado enviado este sábado às redações.

Portugal está presente neste que é um dos países mais pobres do mundo desde o início de 2017, no quadro da MINUSCA (missão da ONU naquele país).

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