Monarcas de toda a Europa prestam homenagem ao "homem notável" que foi Haroldo V

Rei Carlos III manifestou "a mais profunda tristeza" pela morte do "querido primo".

28 de agosto de 2026 às 10:50
Rei Carlos III Foto: Direitos Reservados
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Monarcas de toda a Europa prestaram esta sexta-feira tributo ao rei Haroldo V da Noruega, falecido esta manhã aos 89 anos, recordando-o como "um homem notável" que foi, durante 35 anos, "uma referência para o povo norueguês".

O Rei Carlos III manifestou "a mais profunda tristeza" pela morte do "querido primo", referindo que o Reino Unido "partilha a dor da Noruega neste momento de perda tão dolorosa".

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"Durante 35 anos, o rei Haroldo serviu o seu povo com dedicação inabalável, guiando a Noruega por tempos de grandes mudanças com cordialidade e humildade. Enquanto a Noruega chora a perda de uma figura tão proeminente, toda a minha família se une para recordar um parente e amigo muito querido, cuja bondade, compaixão e profundo sentido de dever ecoaram internacionalmente e ao longo de décadas", lê-se na mensagem publicada.

O monarca britânico salientou os "laços históricos e familiares particularmente estreitos", recordando que o Reino Unido foi dos primeiros países a reconhecer a independência da Noruega e a estabelecer relações diplomáticas em 1905, acrescentando que “estes laços especiais foram ainda mais reforçados durante as terríveis provações da Segunda Guerra Mundial” e “ajudam a unir” os dois países".

A notícia da morte de Haroldo foi particularmente sentida na vizinha Suécia, onde também é "chorado por muitas pessoas", disse o Rei Carlos XVI Gustavo.

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“Ao longo dos anos, o rei Haroldo foi um bom amigo para mim, para a minha família e para a Suécia. O rei Haroldo é agora chorado por muitas pessoas no nosso país”, declarou o monarca sueco, de 80 anos.

Sublinhando que o monarca norueguês foi “um representante excecional do seu país” e “deu tudo pela Noruega”, o Rei da Suécia desejou ao “querido afilhado Haakon”, príncipe herdeiro que sucede a Haroldo V no trono, “sucesso e boa sorte no importante papel que tem pela frente”, ao serviço da “nação irmã e do seu povo”.

“O tio Haroldo, com a sua personalidade calorosa e a sua calma inabalável, conseguia fazer com que qualquer pessoa se sentisse à vontade na sua companhia. Era um homem notável, com um brilho nos olhos e um coração enorme”, recordaram, por seu lado, o Rei Frederico X e a rainha Maria da Dinamarca.

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Os monarcas dinamarqueses destacaram, numa declaração, que “durante 35 anos, o rei Haroldo foi um ponto de referência sólido para o povo norueguês e conjugava o dever e a responsabilidade com a presença e a humanidade”.

“Era amado como poucos e deixará saudades a muitos”, completaram.

Também a realeza dos Países Baixos reagiu à morte de Haroldo V, com o Rei Guilherme Alexandre, a rainha Máxima e a princesa Beatriz a darem conta da “profunda tristeza” pelo seu desaparecimento.

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“Guardaremos para sempre nos nossos corações a memória da nossa amizade especial. O rei Haroldo serviu o seu país com amor, orgulho e dedicação”, declararam.

Igualmente os monarcas belgas, dando conta da sua “grande tristeza”, destacaram o lado humano de Haroldo, elogiando “humor, humanidade e naturalidade”, que “faziam dele uma personalidade singular”.

“Durante décadas, foi uma figura familiar e um ponto de referência para o povo norueguês”, sublinham o Rei Filipe e a rainha Matilde, em comunicado.

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Da Casa Real espanhola surgiu também já a reação dos Reis Felipe e Letizia, que, em comunicado, apresentaram as “condolências, com afeto fraterno, à família real norueguesa”, pela morte de Haroldo, destacando o trabalho ao serviço da Noruega “antes e durante os 35 anos de reinado”.

Os monarcas espanhóis recordaram Haroldo V como um exemplo de “responsabilidade, dignidade, simplicidade e dedicação incansável ao serviço da Noruega e do seu povo”.

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