Morte de Maricarmen reacende protestos pelo direito à habitação

Notícia da morte de Maricarmen provocou uma nova onda de protestos em Madrid e noutras cidades espanholas.

09 de outubro de 2026 às 01:30
O monumental acampamento da Porta do Sol, montado por causa de Maricarmen, não vai terminar com a morte dela na última quarta-feira. Estava internada no hospital Foto: Sergio Perez/EPA
O monumental acampamento da Porta do Sol, montado por causa de Maricarmen, não vai terminar com a morte dela na última quarta-feira. Estava internada no hospital Foto: Rodrigo Jimenez/EPA
Luta da habitação continua, mesmo depois da morte de Maricarmen Foto: Alberto Ortega/Europa Press via AP
União pela morte de Maricarmen Foto: Fernando Sánchez/Europa Press via AP
Milhares não esquecem o nome de Maricarmen Foto: Alberto Ortega/Europa Press via AP

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As manifestações pelo direito à habitação ganharam novo impulso em Madrid após a morte de Maricarmen Abascal, de 87 anos, cuja expulsão da casa onde viveu durante mais de 70 anos se tornou símbolo da crise habitacional em Espanha. Despejada a 23 de setembro, Maricarmen morreu na quarta-feira, depois de quase duas semanas hospitalizada. A notícia provocou uma nova onda de protestos em Madrid e noutras cidades espanholas.

Nesta quinta-feira, à noite realizou-se uma marcha entre a Puerta del Sol e a antiga casa de Maricarmen, no bairro de Retiro, convocada pelo Sindicato dos Inquilinos.

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Na Puerta del Sol, onde permanece um acampamento de manifestantes, centenas de pessoas reuniram-se durante a madrugada para prestar homenagem à idosa, colocando velas e flores e entoando palavras de ordem contra os despejos e os elevados preços das rendas. Os manifestantes regressaram depois ao acampamento, que cumpre já a sua 12.ª noite. A mobilização ocorre num contexto de forte tensão política. Uma manifestação realizada em Madrid no passado sábado reuniu cerca de 70 mil pessoas, segundo a Delegação do Governo, e os sindicatos convocaram uma greve geral pelo direito à habitação para 11 de novembro. A crise contribuiu ainda para o colapso da legislatura e para a convocação de eleições antecipadas em 29 de novembro. A morte de Maricarmen intensificou também o confronto político: a esquerda acusa a direita de bloquear medidas para aliviar a crise, enquanto a oposição responsabiliza o Governo pela falta de soluções após anos de subida das rendas. 

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