Morte do pequeno Émile continua envolta em mistério e família pede novas investigações

Menino francês de dois anos e meio desapareceu em julho de 2023 e um ano depois foram encontradas as ossadas. Avós e tios chegaram a ser detidos, mas foram libertados.

03 de fevereiro de 2026 às 15:02
O pequeno Émile Soleil Foto: Direitos Reservados
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Quase três anos depois do desaparecimento do pequeno Émile, e praticamente dois anos após a descoberta das ossadas do menino francês de dois anos e meio, o mistério continua por resolver. De acordo com o jornal Le Parisien, a família do menino solicitou esta semana novas investigações ao caso.

"É verdade que os investigadores fizeram um bom trabalho, mas achamos que determinadas pistas adicionais justificam uma investigação mais aprofundada", disse à RTL Julien Pinelli, advogado da avó de Émile.

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"Há locais que não foram examinados até ao momento em que o processo nos foi entregue. Há propriedades e construções na área que merecem ser investigadas a fundo", acrescentou o advogado, revelando ainda que "alguns depoimentos beneficiariam se existissem mais esclarecimentos".

"Não pretendemos criticar o trabalho dos investigadores", mas "a parte civil não pode permanecer como testemunha passiva num processo que envolve a vida da sua família", referiu ainda o advogado.

O pequeno Émile, de dois anos e meio, desapareceu no dia 8 de julho de 2023, um dia depois de ter chegado a casa dos avós para passar uns dias de férias na habitação da família na aldeia francesa de Haut-Vernet.

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Durante nove meses, e apesar das várias buscas, a investigação não produziu resultados concretos.

Em março de 2024, as ossadas de Émile Soleil foram encontradas perto do local onde foi visto pela última vez, junto à aldeia de Haut-Vernet, por um homem que por lá passou por acaso, recolhendo os restos mortais e trazendo-os, num saco, até às autoridades.

Um ano depois, os avós maternos foram detidos, por suspeita da prática de crimes de "homicídio voluntário" e "ocultação de cadáver". Os tios da criança também foram visados nesta operação e detidos. Dois dias depois, contudo, os avós maternos e os tios de Émile foram libertados.

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A investigação apurou na altura que Émile foi vítima de um "traumatismo facial violento", sugerindo "a provável intervenção de terceiros", segundo um magistrado, salientando que a vertente familiar "não foi descartada".


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