MOTORISTA DE DIANA AFINAL ESTAVA SÓBRIO
A Polícia britânica tem sérias dúvidas quanto à autenticidade da análise sanguínea do motorista que conduzia o Mercedes da princesa Diana e Dodi al-Fayed no dia do fatídico acidente que os vitimou em 1997, em Paris.
Trata-se do exame que levou a Justiça francesa a concluir que o alegado acidente se deveu ao estado de embriaguez do condutor. Desta forma, ganha força a possibilidade de Henri Paul apresentar-se sóbrio no momento em que transportava o casal.
A notícia surgiu na edição de ontem do jornal britânico 'Times', segundo o qual altos responsáveis da Polícia britânica têm "sérias dúvidas" sobre a autenticidade da análise, com base na qual as autoridades judiciais francesas concluíram que foi o estado de embriaguez do motorista Henri Paul que esteve na origem do acidente. Os mesmos responsáveis citados pelo jornal adiantam que as autoridades francesas não realizaram testes de ADN para se certificarem que o sangue era mesmo do motorista.
Aliás, a referida análise revelou altos índices de monóxido de carbono que tornava impossível Henri Paul caminhar quanto mais conduzir um carro.
GAULESES 'DESCARTAM-SE'
Mas as dúvidas dos investigadores britânicos foram imediatamente 'contestadas' em França. Contactado pelo 'The Times', o inspector Jean-Claude Mules, que desempenhou um papel central no inquérito francês sobre as circunstâncias da morte de Diana e Dodi, garantiu que "não houve nenhum erro relacionado com o sangue (do motorista). Os agentes franceses não cometem esse tipo de falhas".
Refira-se que as fontes citadas pelo jornal britânico não foram reveladas. E a Polícia britânica optou pelo silêncio, tendo-se escusado a tecer qualquer comentário sobre a notícia.
Recorde-se que o pai de Dodi, o multimilionário de origem egípcia Mohamed al-Fayed, proprietário dos conhecidos armazéns londrinos Harrod's e do hotel Ritz em Paris, defende que o seu filho e Diana foram vítimas de um assassinato, prosseguindo com processos na Justiça para tentar provar a sua teoria.
A investigação no Reino Unido às circunstâncias que rodearam a morte da princesa de Gales e de Dodi iniciou-se na semana passada, com a abertura de dois inquéritos sobre o acidente, os quais foram confiados ao juiz Michael Burgess, que encarregou o chefe da Polícia Britânica, John Stevens, de liderar as investigações.
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