Mulher é agredida e atirada para um rio com mãos e pés atados no Brasil. Lutou pela vida e sobreviveu
Patrulha da Polícia Militar encontrou a mulher em estado de choque numa estrada.
Uma mulher foi atirada de madrugada de uma ponte para dentro do Rio Uberaba, em Veríssimo, no estado brasileiro de Minas Gerais, com os pés e as mãos amarradas, mas lutou desesperadamente pela vida e conseguiu sobreviver. Ela foi encontrada no dia seguinte em estado de choque numa estrada por uma patrulha da Polícia Militar que ia a caminho de um acidente de trânsito.
Os agentes encontraram a mulher descalça, com as roupas rasgadas e encharcadas e um pedaço de pano enrolado ao pescoço. Ela chorava muito e, só algum tempo depois, após ser cuidada e acalmar-se, conseguiu pormenorizar o que lhe tinha acontecido.
No relato à polícia, a vítima contou que trabalhava numa casa noturna na cidade vizinha, Conceição das Alagoas, onde aconteceu uma confusão depois de ter desaparecido uma determinada quantia de dinheiro. Acusada de ter furtado o dinheiro, a mulher foi mantida à força no local até à chegada de quatro homens, chamados pelo dono do estabelecimento.
Ainda de acordo com a narrativa da vítima, os quatro desconhecidos espancaram-na demoradamente, dando-lhe murros e chutos e golpeando-a com um objeto que não conseguiu descrever, até desmaiar. Quando acordou, continuou a ser agredida e, em seguida, foi arrancada à força do local, colocada no porta-bagagens de um carro e levada até à ponte sobre o rio, já no município de Veríssimo.
Ela foi amordaçada, teve um pedaço de pano amarrado vigorosamente ao pescoço e foi lançada para dentro do caudaloso rio com mãos e pés igualmente amarrados. A vítima não sabe explicar como, mas ao cair nas águas do Rio Uberaba começou a debater-se, lutando desesperadamente pela vida, até conseguir soltar as mãos e nadar até uma das margens.
Com receio de que os seus algozes percebessem que tinha conseguido sair viva do rio, a vítima escondeu-se na mata e ficou lá imóvel até de manhã, quando foi encontrada pela polícia. Um dos agressores já foi identificado e preso, e a Polícia Militar continua à caça dos outros quatro, enquanto apura todos os factos.
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