Mulher mexicana morta e mutilada após encontro com homem que conheceu online

Suspeito tinha alegadamente colocado vídeos de órgãos na rede social TikTok, dias após o desaparecimento da vítima.

23 de novembro de 2022 às 23:26
Juan Pablo Jesus Villafuerte Pinto Foto: Reuters
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Uma mulher mexicana foi mutilada e morta, depois de viajar quatro mil quilómetros para o Peru, para se encontrar com um homem que conheceu através da Internet.

Blanca Arellano, de 51 anos, voou desde a Cidade do México (México) até Lima (Peru) para se encontrar com Juan Pablo Jesus Villafuerte Pinto, de 37 anos e estudante de medicina e biotecnologia. Conheceram-se através de um jogo online e, de acordo com o jornal britânico do Daily Mail, mantiveram uma relação romântica à distância durante vários meses.

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Depois de passar uma semana no Peru com Villafuerte, Blanca disse ao sobrinho que estava apaixonada, mas a família começou a ficar preocupada quando passaram vários dias sem receber notícias da mulher.

A sobrinha de Blanca, Karla Arellano, recorreu à rede social Twitter para pedir ajuda para encontrar a tia, que continuava incontactável. Karla conseguiu entrar em contacto com o homem que a tia tinha ido visitar, que lhe disse que Blanca se tinha aborrecido e tinha regressado ao México.

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Alguns dias mais tarde, a 09 de novembro, a cabeça de uma mulher, sem rosto, foi encontrada na praia perto do local onde Villafuerte vivia, em Huacho, no Peru. Algumas horas depois, as autoridades encontraram também um dedo cortado, com um anel de prata. No dia seguinte, foi encontrado um tronco sem órgãos, no final de um canal que corre para o mar.

Segundo o Daily Mail, os investigadores descobriram que o canal passa em frente à Universidade Nacional José Faustino Sanchez Carrion, onde Villafuerte é estudante e os peritos forenses determinaram que o rosto da vítima tinha sido removido por alguém com experiência na utilização de instrumentos cirúrgicos.

Vestígios de sangue de Blanca Arellano também foram descobertos no apartamento de Villafuerte. O homem tinha alegadamente colocado vídeos de órgãos na rede social TikTok, dias após o desaparecimento da mulher.

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Pouco depois da descoberta, a polícia prendeu Villafuerte por acusações de femicídio, tráfico humano e tráfico de órgãos. Villafuerte nega o envolvimento no crime e permanece sob custódia policial enquanto a investigação continua.

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