Músico pedófilo evita extradição

A antiga estrela britânica de rock Gary Glitter, de 64 anos, recusou ontem embarcar num voo para Londres depois de cumprir quase três anos de cadeia no Vietname por pedofilia. Depois de um braço-de-ferro com as autoridades da Tailândia, país para onde seguiu após a libertação, viajou ontem para Hong Kong.

21 de agosto de 2008 às 00:30
Músico pedófilo evita extradição Foto: Sukree Sukplang / Reuters
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Glitter – ou Paul Gadd, de seu nome verdadeiro – deveria ser deportado para o Reino Unido, mas, devido a um erro burocrático, o seu passaporte foi renovado em Novembro de 2007. Isso significa que pode viajar para qualquer país que aceite recebê-lo. A revelação surge depois de a ministra do Interiorbritânica, Jacqui Smith, anunciar nova legislação para limitar a liberdade de viajar dos pedófilos. Depois de sair do Vietname, Glitter passou mais de 20 horas numa sala VIP do aeroporto de Banguecoque. Recusou repetidamente partir para Londres e, durante a noite, disse estar a sofrer um ataque cardíaco. Hospitalizado, os médicos detectaram uma infecção torácica mas deram-no como apto para viajar.

O pedófilo, cujo cadastro remonta a 1997, e que desde aí se refugiou em Cuba e Cambodja, foi condenado no Vietname por abusar de duas menores de 11 e 12 anos.

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