NASA suspende estação orbital para se concentrar em base lunar

Base deverá ter três habitats e obter os seus próprios recursos da Lua.

24 de março de 2026 às 18:14
NASA Foto: Facebook
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O novo administrador da agência espacial norte-americana NASA, Jared Isaacman, anunciou esta terça-feira a suspensão do projeto Gateway, uma estação orbital lunar, para concentrar esforços no desenvolvimento de uma base na superfície da Lua.

"Suspendemos o projeto Gateway como estava pensado e vamos concentrar-nos em estabelecer a infraestrutura necessária para garantir uma presença sustentável na superfície lunar", disse num discurso na sede da NASA, em Washington, nos Estados Unidos, citado pela agência France-Presse.

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O ambicioso plano para acelerar o regresso à Lua até 2028, realizar alunagens tripuladas a cada seis meses e construir uma base lunar permanente nos próximos sete anos foi avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros), segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

Carlos García Galán, responsável do programa Base Lunar, afirmou que, na terceira fase do projeto, a base deverá ter três habitats e obter os seus próprios recursos da Lua, refere a EFE.

A agência norte-americana estabeleceu parcerias com várias organizações internacionais para o projeto, incluindo a Agência Espacial Europeia (ESA), que está a desenvolver módulos para o Gateway, e contará com contribuições de empresas privadas como a SpaceX e a Blue Origin,

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Isaacman adiantou que apesar das dificuldades encontradas com alguns equipamentos existentes, a NASA irá reutilizar o material utilizável e contará com o apoio de parceiros internacionais para alcançar os restantes objetivos do programa Artemis.

A suspensão da estação Gateway, que também deveria servir de trampolim para futuras missões a Marte, não é totalmente surpreendente, já que o projeto foi descrito como um desperdício financeiro em comparação com outras ambições lunares.

A NASA tinha planeado construir uma pequena base perto do polo sul lunar, onde foi confirmada a presença de gelo de água.

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Face aos inúmeros atrasos e derrapagens orçamentais sofridos pelo programa Artemis e à pressão exercida pela China, que pretende também enviar astronautas e estabelecer uma base na superfície da Lua nos próximos anos, a NASA procura simplificar o seu projeto.

Neste momento, a agência espacial está a preparar-se para o voo Artemis II, a primeira missão tripulada do programa, que enviará quatro astronautas numa trajetória em torno da Lua e tem lançamento previsto para abril, na Florida, após o recente regresso do foguetão SLS à plataforma de lançamento.

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