"Nenhum ministro é indemissível": Bolsonaro ataca e ameça titular da Saúde por defender isolamento

Presidente brasileiro não defende o distanciamento social como medida para atenuar o avanço da pandemia.

jair bolsonaro
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O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, um dos poucos governantes do mundo contrários ao distanciamento social como forma de tentar atenuar o ritmo do avanço da pandemia de coronavírus, atacou publicamente o seu ministro da Saúde, o médico Luiz Henrique Mandetta, por o titular da pasta não obedecer às suas ordens e continuar a orientar a população a ficar em casa. Apesar de dizer que não pretende afastar Mandetta no meio da crise sanitária, Bolsonaro deixou uma ameaça no ar, afirmando que nenhum ministro do seu governo é indemissível.

"Ninguém, nenhum ministro meu é indemissível, nenhum, nenhum. Todo mundo pode ser demitido, uns cinco já foram embora, infelizmente, por motivos que não cabem discutir aqui. Agora, eu acho que o Mandetta, em alguns momentos, ele teria que ouvir mais o presidente da República."-Declarou Jair Bolsonaro em entrevista à Rádio Jovem Pan, reforçando a sua contrariedade com a recusa do titular da Saúde em incentivar a violação às medidas restritivas adoptadas em estados e cidades por todo o Brasil.

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Na entrevista, Bolsonaro afirmou que "tem faltado humildade" a Mandetta para reconhecer que quem manda é o presidente e que o ministro deveria atender ao que ele pede e não continuar a seguir apenas as recomendações dos médicos e cientistas e da Organização Mundial de Saúde, OMS, que defendem claramente a quarentena para tentar evitar que o Coronavírus mate um número ainda maior de pessoas do que aquelas que já matou no mundo e no Brasil, onde, até à manhã desta sexta-feira, ja tinham morrido 328 pessoas pela doença e mais de oito mil estão infectadas. Mas Bolsonaro acrescentou que, ao menos por enquanto, não vai demitir o ministro da Saúde.

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