Ninguém pode travar o processo de enriquecimento de urânio pelo Irão, defende embaixador em Lisboa

Recente ataque ao complexo nuclear iraniano de Natanz, que Teerão atribuiu a Israel, destinava-se a sabotar o acordo sobre o nuclear.

27 de abril de 2021 às 08:10
Natanz Foto: Getty Images
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O recente ataque ao complexo nuclear iraniano de Natanz, que Teerão atribuiu a Israel, destinava-se a sabotar o acordo sobre o nuclear, mas não teve capacidade para o fazer, assegurou em entrevista à Lusa o embaixador iraniano em Lisboa.

"O recente ataque terrorista contra o nosso complexo nuclear na Natanz poderá ter sido entendido como uma coação para que o Irão regressasse às negociações [sobre o acordo nuclear] de mãos vazias. O que fizemos foi iniciar esse enriquecimento até 60% numa retaliação numa resposta a esse ataque terrorista cometido por Israel", indicou em entrevista à Lusa o embaixador Morteza Damanpak Jami, numa referência ao acordo nuclear assinado entre o Irão e os 5+1 em 2015 [o Plano de Ação Conjunto Global, JCPOA, assinado entre Teerão e os EUA, Reino Unido, França, China, Rússia e ainda Alemanha].

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Os Estados Unidos, durante a Presidência do Donald Trump, retiraram-se do acordo em 2018 e reimpuseram pesadas sanções ao Irão, mas a atual administração de Joe Biden admitiu o regresso a esta iniciativa sob certas condições que continuam a ser contestadas por Teerão, enquanto prosseguem as negociações entre os restantes participantes.

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