Nobel da Física premeia poupança de energia
Três investigadores inventam lâmpadas LED amigas do ambiente.
O prémio Nobel da Física foi esta terça-feira atribuído aos investigadores Isamu Akasaki e Hiroshi Amano (Japão) e Shuji Nakamura (Estados Unidos), pela invenção do díodo eletroluminescente (LED), anunciou o júri, num comunicado.
Os consagrados foram reconhecidos pela invenção desta tecnologia, que permite significativas poupanças de energia.
"A sua invenção foi revolucionária", considerou o júri, que referiu que "as lâmpadas incandescentes iluminaram o século XX; o século XXI será iluminado pelas lâmpadas LED".
Os três investigadores produziram raios brilhantes de luz azul a partir de semicondutores no início da década de 1990, desencadeando uma transformação fundamental na tecnologia de iluminação, segundo o júri do prémio Nobel.
Antes, já existiam díodos vermelhos e verdes, mas sem a luz azul, não podiam ser criadas lâmpadas brancas.
Desafio de três décadas
Criar o LED azul foi um desafio que se arrastou por três décadas.
"Eles tiveram sucesso onde todos os outros falharam", afirmou o júri, acrescentando: "Com o advento de lâmpadas LED, temos agora alternativas mais duradouras e mais eficientes do que antigas fontes de luz".
As lâmpadas LED emitem uma luz branca brilhante, têm longa duração e usam muito menos energia do que as lâmpadas incandescentes criadas por Thomas Edison no século XIX.
Os laureados vão partilhar o prémio de oito milhões de coroas suecas (equivalente a 883 mil euros).
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