Nome de Donald Trump começou a ser removido do Kennedy Center
Trabalhadores começaram a remover o nome do Presidente dos Estados Unidos horas depois do prazo estipulado por um tribunal na sexta-feira para a remoção das referências a Trump.
O nome de Donald Trump começou este sábado de madrugada a ser removido da fachada da sala de espetáculos Kennedy Center, em Washington, nos Estados Unidos, noticia a agência Associated Press.
Os trabalhadores começaram a remover o nome do Presidente dos Estados Unidos horas depois do prazo estipulado por um tribunal na sexta-feira para a remoção das referências a Trump.
Na sexta-feira, foram erguidos andaimes à volta de uma secção do edifício que inclui o nome de Trump, mas pouco depois da meia-noite o Kennedy Center solicitou a um juiz a prorrogação do prazo até ao meio-dia (17:00 em Lisboa) de sábado, devido às tempestades que atingiram a região de Washington, causando atrasos.
No documento apresentado, o Kennedy Center garantiu que os “trabalhos de remoção estão em curso” e estariam “concluídos às primeiras horas da manhã”.
Poucas horas depois, os operários começaram a cobrir os andaimes com lonas antes de iniciarem a remoção do nome de Trump e terão terminado o trabalho por volta das 03:30 da manhã, embora as lonas tenham permanecido no local, não sendo possível determinar se todas as letras tinham sido removidas.
Dezenas de pessoas passaram horas na sexta-feira na praça em frente ao Kennedy Center a tirar fotografias e, ocasionalmente, a gritar “tirem isto daqui!”.
A deputada democrata do Ohio Joyce Beatty, membro do órgão que interpôs uma ação judicial para remover o nome de Trump do edifício, foi vista na praça.
O Kennedy Center retirou o nome de Donald Trump do seu site na segunda-feira, mas ainda não o tinha tirado do edifício.
O juiz tinha ordenado, a 29 de maio, ao conselho de administração daquela sala de espetáculos que removesse, no prazo de duas semanas, qualquer referência “ao presidente Trump ou a qualquer pessoa que não fosse o presidente Kennedy” no próprio edifício, no site do Kennedy Center ou em qualquer marca registada.
Donald Trump reagiu anunciando que iria “trabalhar com o Congresso para lhe transferir” o controlo do Kennedy Center.
Ao início da tarde de sexta-feira, um juiz rejeitou um pedido para suspender o prazo.
A instituição recorreu da decisão, recurso que foi também negado na noite de sexta-feira.
Depois de ignorar o Kennedy Center durante grande parte do seu primeiro mandato, Trump exerceu uma enorme influência sobre o local desde o seu regresso ao poder.
Apenas um mês depois de ter assumido o cargo, destituiu a antiga administração do centro e substituiu-a por um conselho de curadores que o nomeou presidente e o nome de Trump foi adicionado ao edifício.
Na decisão que refere que só o Congresso poderia alterar o nome do Kennedy Center, o juiz distrital Christopher Cooper também impediu o governo de fechar o centro cultural e artístico para grandes renovações que estavam planeadas começar em julho e durar dois anos.
A administração do Kennedy Center argumentou no seu recurso de sexta-feira que a reforma era extremamente necessária e acusou o tribunal de primeira instância, em termos que pareciam semelhantes aos padrões de discurso de Trump, de interferir no processo.
“O Tribunal Distrital não nos está a permitir fechar o edifício para o reparar adequadamente, incluindo danos estruturais potencialmente fatais, como vigas e tetos da garagem enferrujados, que correm sérios riscos de desabar sobre as pessoas que estão por baixo”, lê-se no recurso.
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