Número de mortos em protestos no Irão continua a subir e já passa os 500
Onda de contestação no país tem posto em causa o regime islâmico de Teerão. Autoridades já prenderam mais de 10 mil manifestantes.
O número de mortes nos protestos do Irão não para de aumentar. A atualização mais recente indica que, até ao momento, 538 pessoas (incluindo 48 membros das forças de segurança iranianas) perderam a vida, avança a ONG norte-americana Human Rights Activists News Agency, citada pela agência Reuters.
Os números relatados representam um aumento significativo relativamente aos últimos dados conhecidos (que apontavam para cerca de 200 mortes), e são o espelho da repressão de que têm sido alvo os manifestantes, que nas últimas semanas têm saído à rua no Irão em protesto contra o regime islâmico.
As demonstrações começaram em dezembro e inicialmente tiveram como pretexto a situação económica do país, mas a subida de tom ao longo das últimas semanas tem aumentado a pressão sobre o regime do Ayatollah Ali Khamenei e levado vários observadores a questionar se poderão influenciar o futuro político do Irão.
Além dos mortos, as autoridades iranianas terão ainda detido mais de 10 mil pessoas envolvidas nas manifestações. As autoridades impuseram ainda um bloqueio total no acesso à internet e à rede móvel, a fim de tentar controlar os protestos.
Entretanto, e em resposta ao cenário de violência no país, os EUA já fizeram saber que estão a estudar a possibilidade de um ataque ao Irão. De acordo com o Wall Street Journal, reuniões "preliminares" já terão tido lugar, e este domingo surgiram notícias de que Donald Trump será 'briefado' na terça-feira quanto às opções que Washington poderá tomar.
O Irão, pelo seu lado, reagiu a estas notícias, garantindo que retaliará em caso de um ataque norte-americano.
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