O último adeus a Rainier III

Reis, rainhas, chefes de Estado e governo e políticos de todo o Mundo prestaram ontem a última homenagem ao príncipe Rainier III, do Mónaco, falecido no passado dia 6, com 81 anos, em consequência de problemas no coração, rins e pulmões.

16 de abril de 2005 às 00:00
O último adeus a Rainier III Foto: Lionel Cironeau
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Após a missa, em que participaram todos os dignitários convidados – incluindo o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama e o duque de Bragança, D. Duarte Pio –, o mais antigo monarca da Europa foi sepultado junto ao túmulo de sua mulher, Grace, numa cerimónia privada.

Como era o desejo de Rainier, o féretro, envolto na bandeira vermelha e branca do Mónaco, foi transportado por oito soldados da sua Companhia de Carabineiros desde o palácio até à escadaria da Catedral, sendo depois transferido para as mãos de outros seis oficiais.

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Encabeçado por um contigente de soldados e por clérigos, o cortejo fúnebre saiu do palácio, atravessou a praça, terminando na Catedral. Milhares de monegascos alinharam-se neste percurso para o último adeus, muitos com rosas vermelhas e brancas nas mãos.

CÃO NO CORTEJO

Os filhos do monarca falecido, Alberto Carolina e Stéphanie, seguiam atrás da banda, que tocou a marcha fúnebre de Beethoven, escolhida pela filha mais velha de Rainier. Carolina e Stéphanie não escondiam a sua dor, limpando sempre as lágrimas. Os três filhos da princesa Carolina, Andrea, Charlotte e Pièrre, seguiam atrás, acompanhados do cão ‘Odin’, oferecido a Rainier pelo Conselho da Coroa por ocasião dos seus 50 anos no trono.

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O féretro foi recebido na Catedral pelo arcebispo do Mónaco, Bernard Barsi, que deu início à cerimónia, ao som do ‘Requiem Eterno’. Na homilia, monsenhor Barsi recordou: “Nesta mesma Catedral, há 49 anos, o príncipe casou com Sua Alteza a princesa Grace, que deixou o nosso convívio demasiado cedo. Foram um casal excepcional, unidos pelo coração e pela mente. Para cada um de nós, o príncipe era seguramente o soberano do Estado, mas também um amigo, um membro da nossa família. Hoje, sentimo-nos órfãos deste grande homem que nos amava e a quem respeitávamos e amámos”.

O arcebispo lembrou ainda o empenho do príncipe no desenvolvimento económico deste microEstado com 30 000 habitantes. Como afirmou monsenhor Barsi, Rainier III será recordado como o ‘príncipe construtor’, que transformou Mónaco num paraíso do investimento, salvando o país da decadência. Alberto, o sucessor, tem missão facilitada.

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