ONU pede a EUA que faça "reavaliação completa" da política migratória

Árbitro somali Omar Abdulkadir Artan viu ser-lhe negada autorização para entrar nos Estados Unidos, um dos três países que vai receber o Mundial2026.

10 de junho de 2026 às 14:46
ONU Foto: Pixabay
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O responsável pelos direitos humanos da ONU pediu, esta quarta-feira, aos Estados Unidos que reveja completamente a sua política migratória no contexto do Mundial2026 de futebol, em plena escalada das tensões sobre o tema.

"Espero sinceramente que haja uma reavaliação completa da forma como a implementação das políticas migratórias afeta os direitos humanos e a dignidade humana e que, particularmente no contexto do Mundial, repensemos as políticas que, infelizmente, parecem prevalecer atualmente, especialmente nos Estados Unidos", afirmou Volker Türk em conferência de imprensa em Genebra, citado pela AFP.

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Na segunda-feira, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan viu ser-lhe negada autorização para entrar nos Estados Unidos, um dos três países que vai receber o Mundial2026, juntamente com o Canadá e o México, com a FIFA a confirmar que não poderá treinar ou apitar jogos do Mundial2026, referindo que "não interfere nos procedimentos de imigração do país anfitrião, incluindo a concessão de vistos".

O governo da Somália considerou lamentável a proibição de entrada nos Estados Unidos imposta a Omar Abdulkadir Artan, que deveria ser o primeiro somali a arbitrar jogos num Mundial de futebol.

Em comunicado, o ministério de Juventude e Desporto da Somália, referiu que está a trabalhar em articulação com o ministério dos Negócios Estrangeiros para "através da via diplomática" falar com "as autoridades competentes dos Estados Unidos e da FIFA para obter uma explicação clara sobre o assunto".

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