Operário fabril recebe um cêntimo por cada boneca vendida por 40 euros
Estudo revelou condições precárias a que são submetidos funcionários de empresas de brinquedos.
Com a aproximação do dia de Natal, a ansiedade por receber novos brinquedos aumenta nas crianças de todo o mundo, e aumentam o consumo nesta altura do ano. A Disney, a Legou e a Mattel são algumas das empresas responsáveis pela produção dos bonecos que fazem a delícia da 'criançada' nesta época festiva.
No entanto, o relatório "Um Pesadelo para os trabalhadores", baseado num estudo feito em quatro fábricas de brinquedos na China, revelou que os trabalhadores dessas empresas recebem menos de um euro por hora e nalguns casos, um cêntimo por cada boneca vendida.
Esta realidade cruel está a ser denunciada, bem como as condições laborais precárias e algumas stituações de exploração laboral. Estes trabalhos são geralmente realizados por mulheres, que trabalham cerca de 175 horas por mês, de forma ilegal, e em que normalmente só têm uma folga por semana.
Publicado na passada quinta-feira, o estudo dá como exemplo a bonea Ariel, a princesa do filme 'A Pequena Sereia' da Disney, que é vendida a 39 euros no mercado inglês e cujo custo de produção ronda os 16 euros. No entanto, os operários fabris só recebem cerca de um cêntimo por cada um dos brinquedos comercializados.
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