Oposição vence em Israel, mas Netanyahu sobrevive
Projeções apontam para cenário inconclusivo, sem nenhuma maioria clara.
O bloco que se opõe ao primeiro-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, liderado pelo antigo militar Gadi Eisenkot, do partido Yashar, foi o mais votado nas eleições de ontem no estado judaico, de acordo com as sondagens à boca das urnas reveladas pelas televisões israelitas, ao conserguir 53 lugares no parlamento. Num ato eleitoral que foi, também, uma espécie de referendo a Netanyahu, cujo bloco se ficou pelos 50 lugares, o polémico líder israelita resistiu e viu o seu partido Likud ser o mais votado, o que é, igualmente, um resultado surpreendente para ‘Bibi’. Talvez por isso, as palmas ouvidas no pavilhão desportivo onde Gadi Eisenkot seguia a noite eleitoral foram envergonhadas. Em Israel, os últimos dias foram vividos pelos oposicionistas ao atual governo com uma euforia contida de vitória que se veio a concretizar sem, todavia, permitir a maioria absoluta dos lugares do Knesset que daria a um ou a outro bloco a óbvia formação do governo.
Se o resultado oficial coincidir com as sondagens, o presidente de Israel não tem muitas opções: ou espera que um dos blocos liderados por Eisenkot ou Netanyahu consiga captar apoios entre os 17 lugares que as sondagens apontam a outros partidos – e aí o Eisenkot tem vantagem – ou o impasse continua e a crise política atirará Israel para novas eleições no próximo ano.
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