Órgãos de jovem salvam sete vidas
Eloá Cristina Pimentel, 15 anos, foi morta na sexta-feira durante o assalto que a polícia brasileira fez a um apartamento na cidade de Santo André, em S. Paulo, onde foi feita refém pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, já preso. Após a tragédia, os pais doaram órgãos da filha, os quais salvaram a vida a sete pessoas.
O primeiro a ser transplantado foi o coração. Uma mulher de 39 anos internada em estado crítico no Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo, foi a eleita. Além do coração, foram doados o fígado, os pulmões, os rins, o pâncreas e as córneas de Eloá, cujos transplantes começaram a ser recebidos ontem.
Eloá foi morta, segundo as autoridades, pelo ex-namorado depois de este se ter apercebido de que a polícia ia invadir o apartamento onde ele a mantinha refém há cinco dias, período durante o qual a agrediu inúmeras vezes, tentando forçá-la a reatar o namoro, terminado por ela há um mês, por se ter cansado dos ciúmes e da agressividade do rapaz. Recorde-se que Eloá foi sequestrada com uma amiga, Nayara, entretanto libertada.
A forma como a polícia resolveu este caso está a gerar acesa polémica no Brasil, com especialistas a acusarem os agentes de terem cometido uma série de erros.
OUTRO CASO
Num outro caso de alguma forma relacionado, em Itapecirica da Serra, na Grande São Paulo, o cobrador de autocarro Tiago Rodrigues Arruda, de 23 anos, afirmando-se admirador de Lindemberg, espancou violentamente a mulher, Camila Lima Santos, de 20, e manteve-a refém durante oito horas, furando-lhe o pescoço com uma faca de 50 centímetros, até ser convencido pela polícia a render-se. Ela está internada com traumatismo craniano.
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