OS HOMENS DE DIANA
A princesa Diana tinha pelo menos nove amantes que agrupava num "top" de preferências, debatendo com o seu mordomo, Paul Burrell, a posição relativa de cada um na "corrida" para o seu coração. Esta revelação faz parte do último capítulo do livro de Burrell, "Um Dever Real", publicado ontem pelo jornal "Daily Mirror".
Sem referir os nomes, Burrell afirma que depois do seu divórcio, em 1996, Diana era assediada por dezenas de homens ricos e famosos. No "top ten" da lista contavam-se um actor "oscarizado" de Hollywood, uma lenda do desporto, um músico bem sucedido, um político famoso, um escritor, um advogado, um empresário e um milionário.
As atenções e os esforços destes amantes, estavam, no entanto, votados ao fracasso, afirma Burrell, salientando que Diana não os levava a sério. Aproveitava, por isso, todas as ocasiões para brincar com a situação. Juntamente com Burrell, elaborou um sistema de classificação, e referia-se aos amantes como "corredores". Burrel foi nomeado "vigilante da pista de corridas" e a brincadeira foi transformada num código.
Burrell escrevia bilhetes informando, por exemplo, que os concorrentes "das pistas 8 e 9 tinham sido desclassificados. Um por revelar doping e outro porque não fez os exames médicos de rotina".
Este jogo tinha uma justificação, afirma o mordomo, garantindo que depois da separação de Carlos, Diana entregou o coração a um só homem. E não se tratava de Dodi al-Fayed, pois os excessos de drogas, álcool e prostitutas do "playboy" - que acompanhava a princesa aquando do desastre fatal, em Paris, em 1997 - faziam Diana sentir-se oprimida e receosa, garante Burrell.
Segundo a Imprensa "cor-de- -rosa" britânica, o último amor da princesa foi o cirurgião paquistanês Hasnat Khan.
PROMESSAS TRAÍDAS
Uma carta particular de Burrell ontem revelada pelo jornal "Daily Express" prova que o alegadamente fiel mordomo tem uma maneira peculiar de cumprir promessas. Na carta, escrita em papel do Palácio de Kensington - em princípio reservado ao uso privado de Diana - o mordomo afirma: "Nunca contarei a minha história, venderei os meus segredos ou trairei a minha patroa. Foi uma honra e um privilégio servir um ser humano tão inspirador e único. Nunca trairia a confiança que ela colocou em mim".
Para Burrell a venda de um livro com os segredos de Diana não pode, aparentemente, ser considerada uma traição. Como tem afirmado, trata-se antes de "preservar a verdade e salvaguardar a memória da princesa".
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