Conheça o míssil Tomahawk à lupa
Lançamento de 59 mísseis desta madrugada em ataque a base militar síria custou mais de 46 milhões de euros.
O presidente norte-americano ordenou esta sexta-feira um ataque contra uma base militar na Síria em retaliação ao uso de armas químicas (nomeadamente gás sarin) num ataque que matou dezenas de civis, incluindo muitas crianças.
Dois navios de guerra norte-americanos lançaram 59 mísseis Tomahawk contra a base síria, de acordo com informações oficiais.
Os Tomahawks são misseis de cruzeiro com alcance intermédio (entre 1250 e 2500 quilómetros). São disparados em alto-mar e voam a baixa altitude, guiados por um avançado sistema de navegação, o que significa que são lançados a grandes distâncias do alvo. Medem 5,56 metros sem o propulsor, 6,25 metros com este. São lançados a uma velocidade de 880 quilómetros por hora e são capazes de evitar deteção de radar.
"O que é importante é que os Tomahawks não vão necessariamente do ponto A ao ponto B em linha reta. Tomam uma espécia de rota de circunavegação para que não sejam intercetados", conta o antigo Major General do Exército norte-americano James ‘Spider’ Marks à CNN.
Estes mísseis foram usados pela primeira vez pelos EUA na Oeração Tempestade no Deserto (na Guerra do Golfo) e desde então que são usados regularmente. O Reino Unido já comprou mísseis Tomahawk aos EUA.
Apenas um Tomahawk contém uma ogiva convencional de mais de 400 kg, de acordo com a Marinha norte-americana. Ainda que os mísseis tenham capacidade de levar carga nuclear, este papel tem sido descartado pelas autoridades norte-americanas.
As novas versões estão equipadas com melhores sistemas de comunicação, entre outras novidades. Cada unidade custa mais de 780 mil euros, o que significa que apenas os mísseis usados no ataque custaram aos EUA mais de 46 milhões de euros.
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