Os principais atores no conflito que opõe o Irão aos EUA e Israel

Em janeiro, durante um movimento de contestação no Irão, o Presidente norte-americano ameaçou "atacar muito duramente" o país caso as autoridades "começassem a matar pessoas como fizeram no passado".

28 de fevereiro de 2026 às 14:02
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 Após o anúncio feito este sábado pelos Estados Unidos e Israel sobre os ataques contra o Irão, eis os principais intervenientes envolvidos no conflito, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Em janeiro, durante um movimento de contestação no Irão, o Presidente norte-americano ameaçou “atacar muito duramente” o país caso as autoridades “começassem a matar pessoas como fizeram no passado”.

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Dias depois, escreveu na sua rede social: “Continuem a manifestar-se, a ajuda está a caminho”, e enviou uma armada para o Golfo.

Trump tem alternado entre a agressividade e a diplomacia, mantendo aberto o canal de diálogo com a retoma, no início de fevereiro, de negociações indiretas, cuja última sessão decorreu na quinta-feira.

Este sábado, afirmou que o objetivo era “eliminar ameaças iminentes”.

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“A hora da vossa liberdade está ao vosso alcance”, disse aos iranianos a partir da sua residência na Florida.

“Quando terminarmos, tomem o poder, caberá a vós fazê-lo”, afirmou.

Desde o primeiro mandato (2017-2021), foi o arquiteto da política de “pressão máxima” sobre o regime de Teerão.

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Em 2018, retirou os Estados Unidos do acordo nuclear de 2015.

Ao regressar ao poder em janeiro de 2025, afirmou querer “um acordo de paz”, mas o processo foi interrompido pela guerra iniciada em junho por Israel, à qual os Estados Unidos se juntaram com ataques a instalações nucleares.

O guia supremo iraniano, de 86 anos, encarna a República Islâmica e a postura de desafio perante os Estados Unidos e Israel.

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Líder do sistema teocrático desde 1989, tem a última palavra sobre decisões estratégicas e supervisionou o programa nuclear.

A expansão da influência de Teerão no Líbano, Síria, Iraque e Iémen é central na política externa.

Após a retoma das negociações em fevereiro, avisou que o Irão poderia afundar navios de guerra norte-americanos no Golfo e rejeitou discutir o programa de mísseis.

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O primeiro-ministro israelita apresenta o poder religioso no Irão como uma ameaça estratégica e existencial devido às ambições nucleares e ao apoio a grupos islamistas, que defendem a violência para fins religiosos e políticos.

Desde os anos 1990 que acusa os dignitários religiosos de quererem destruir Israel e, em junho de 2025, conduziu uma guerra de 12 dias contra o Irão.

“Se os ‘ayatollahs’ cometerem o erro de nos atacar, enfrentarão uma resposta que nem conseguem imaginar”, afirmou Netanyahu, que enfrenta acusações de genocídio contra os palestinianos devido à ofensiva militar na Faixa de Gaza.

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Aliado próximo de Trump, Netanyahu, que lidera um governo de coligação com a extrema-direita e ultraortodoxos, tem apelado repetidamente à população iraniana para derrubar o regime.

O filho mais velho do último xá do Irão posiciona-se como líder de uma transição democrática, embora não pise solo iraniano desde a revolução de 1979.

O antigo príncipe herdeiro, de 65 anos, ganhou visibilidade com os recentes protestos no Irão, que o regime reprimiu com um saldo de milhares de mortos.

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“Comprometo-me a ser o líder da transição” para um “processo democrático e transparente”, afirmou em meados de fevereiro em Munique, Alemanha.

Pahlavi, que reside nos Estados Unidos, é criticado por alguns setores da oposição devido ao apoio a Israel e por não se ter distanciado do regime autocrático do pai.

O príncipe herdeiro e governante de facto da Arábia Saudita partilha o desejo de ver o Irão enfraquecido, mas teme que a desestabilização gere o caos regional.

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Após anos de rivalidade, tendo chegado a chamar “Hitler” a Khamenei em 2017, Riade e Teerão reataram relações em 2023.

A estabilidade é crucial para o reino atrair investimento e turismo.

Em janeiro, a Arábia Saudita pediu a Washington que desse uma oportunidade à diplomacia, e o príncipe comprometeu-se a não permitir ataques contra o Irão a partir de território saudita, que acolhe uma base norte-americana.

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