“Ouvimos os gritos dos soterrados” (COM VÍDEO E FOTOGALERIA)
As autoridades turcas temiam que o terramoto de 7.2 de magnitude na Escala de Richter que ontem atingiu uma remota região no sudeste da Turquia, junto à fronteira com o Irão, tenha feito para cima de mil mortos. <br/><br/>
"Há muita gente soterrada. Podemos ouvir os seus gritos. Precisamos de ajuda urgente", afirmava ontem, desesperado, um autarca de Celebibag, cidade vizinha de Tabanli, epicentro do sismo, na província de Van, a mais atingida pelo abalo, que foi o mais violento no país (atravessado por várias falhas sísmicas) desde 1999, ano em que morreram vinte mil pessoas.
À medida que o dia avançava, multiplicavam-se os esforços para resgatar as vítimas. Cada pessoa salva referia uma outra ainda por salvar. Aos socorristas, rapidamente se juntaram sobreviventes que, com as próprias mãos, removiam escombros para acorrer aos gritos das centenas de pessoas soterradas entre as ruínas dos edifícios. Numa das cidades mais afectadas, Ermis, ruíram cem edifícios.
Dezenas de países ofereceram ajuda, incluindo Israel, apesar da crise diplomática com a Turquia. No entanto, Ancara recusou. O Governo português adiantou não ter conhecimento de compatriotas no local.
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