Padrasto de vítima envolvido no 11-M
"Impossível” – gritou Jamila ben Salah quando a polícia entrou de madrugada em sua casa para prender o marido, Abdenneri Essebar, por envolvimento nos atentados de 11 de Março, em Madrid. É que o marido é o padrasto de Sanae ben Salah, uma menina de apenas 13 anos que morreu nos ataques.
De acordo com a edição de ontem do jornal espanhol ‘El Mundo’, o juiz ditou no passado dia 20 de Junho a prisão incondicional de Essebar, de 40 anos, acusado de ter ajudado a fugir Mohamed Afalah, membro da célula terrorista que a 11 de Março de 2004 perpetrou os sangrentos ataques na capital espanhola.
Nesse trágico dia, Sanae viajava de Alcalá para Madrid, mais exactamente para o colégio Juan de la Cierva, quando explodiram as bombas que a mataram.
Desde então, Jamila, de 45 anos, contou sempre com a companhia assídua do marido. Segundo ela, é “impossível” que Essebar, que – garante – nem sequer é um fundamentalista religioso, tenha estado envolvido no 11-M. Acredita que se o marido fosse um terrorista não faria “nenhum sentido” actuar na cidade onde reside e tem a sua família.
Mas a verdade é que, no passado dia 15 de Junho, o marroquino foi detido na sua casa em Madrid, cidade onde ainda se encontra preso.
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