Pais de jovem morto no Porto perdem quatro familiares nos sismos na Venezuela
Mãe de Marlon Correia conta que os corpos estão debaixo dos escombros de um prédio de habitação, onde se calcula que esteja mais 30 a 40 pessoas.
Abateu-se nova tragédia sobre os pais de Marlon Correia, o jovem assassinado há 13 anos durante um assalto falhado no Queimódromo do Porto. Quatro membros da sua família estão desaparecidos na Venezuela. “É com grande dor e muita impotência que digo adeus ao meu afilhado e sobrinho, Jhonny, sua esposa Masiel e as pequenos filhos”, escreveu nas redes sociais Lídia Barbosa.
“Que Deus os receba e dê força aos seus pais e restante família”, acrescenta.
Ao CM, a mãe de Marlon conta que os corpos estão debaixo dos escombros de um prédio de habitação, onde se calcula que esteja mais 30 a 40 pessoas.
“Até agora só tinham retirados oito corpos, por voluntários. As máquinas são poucas, só chegaram ontem e estão a dar preferência aos corpos do hotel Eduard’s, que fica ao lado”, disse. “Estamos indignados. Há pouca ajuda. A minha sobrinha está a fazer diligência, a partir daqui para que sejam cremados mal os encontrem”, concluiu
Já 36 portugueses e lusodescendentes morreram nos sismos que abalaram a Venezuela na quarta-feira. Há ainda pelo menos 91 esaparecidos ou incontactáveis, 49 dos quais homens e 42 mulheres.
Entre os 36 mortos estão cinco crianças e 31 adultos, sendo que 29 são lusodescendentes, seis são portugueses e um tem nacionalidade portuguesa por casamento.
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