Pandemia do coronavírus atira 900 mil pessoas para o desemprego em Espanha

Outras 620 mil pessoas estão em layoff e não sabem se voltam ao trabalho.

03 de abril de 2020 às 08:28
Desemprego em Espanha Foto: EPA
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A pandemia de Covid-19 destruiu quase 900 mil empregos em Espanha durante as duas últimas semanas de março, revelaram esta quinta-feira os dados oficiais dos ministérios do Trabalho e da Segurança Social. Se a isto somarmos as 620 mil pessoas que estão em situação de layoff, o país vizinho perdeu mais de 1,5 milhões de empregos numa quinzena.

O estado de emergência foi decretado a 14 de março. Desde então e até ao final do mês, 898 822 pessoas deixaram de estar inscritas na Segurança Social.

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Trata-se de uma queda brutal, só comparável com o auge da crise económica de 2008, quando desapareceram outros 900 mil empregos. A diferença é que nessa altura foram precisos cinco meses para atingir esta marca e agora bastaram duas semanas. Espanha é dos países mais atingidos pela Covid-19, com um total de 110 238 casos e 10 096 mortes.

Pandemia já destruiu quase  10 milhões de empregos nos EUA

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VOLTA AO MUNDO

570 mortos em lares

Pelo menos 570 pessoas morreram em lares de idosos na região francesa do Grande Leste (Alsácia, Champagne, Lorena e Ardenas) desde o início da pandemia. Foram atingidos 411 dos 620 lares de idosos da região.

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A Funerária Municipal de Madrid foi obrigada a transferir corpos de vítimas do coronavírus para serem cremados noutras regiões devido à falta de capacidade do crematório municipal, que chega a fazer 165 cremações por dia.

O presidente Donald Trump admitiu que as reservas nacionais de equipamentos de proteção médica, como luvas, batas e máscaras, estão prestes a esgotar-se e aconselhou os estados a comprarem diretamente aos fornecedores.

As autoridades gregas ordenaram uma quarentena total no campo de refugiados de Ritsona, a norte de Atenas, depois de pelo menos 20 pessoas ali acolhidas terem dado positivo no teste de coronavírus. O campo alberga 2500 refugiados.

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As autoridades espanholas vão rastrear de forma anónima mais de 40 milhões de telemóveis para perceber melhor os padrões de movimentação das populações e ajudar a planear a estratégia contra o coronavírus.

A cidade de Shenzhen tornou-se ontem a primeira grande metrópole chinesa a proibir permanentemente o comércio e consumo de animais selvagens. A diretiva proíbe também a venda de cães e gatos para consumo humano.

Mesmo em tempos de coronavírus, a ancestral Confraria dos Caridosos de Saint-Éloi, fundada em 1188 no Norte de França, continua a cumprir a missão de dar um funeral digno a todos, independentemente da sua raça, religião ou estatuto social. 

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O encerramento das fronteiras de vários países da América Central e os receios causados pela pandemia de Covid-19 estancaram o fluxo migratório em direção à fronteira dos Estados Unidos. Abrigos no México estão praticamente vazios.

O último negacionista

Apesar de até Donald Trump já ter dado o braço o torcer e ter reconhecido a ameaça do coronavírus, Jair Bolsonaro teima em não aceitar a realidade e tomar medidas. O ‘El Mundo’ chama-lhe "o último negacionista da pandemia".

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Sempre polémico e radical, o presidente filipino Rodrigo Duterte deu instruções às forças de segurança para "disparar a matar" contra todas as pessoas apanhadas em flagrante a furar a quarentena obrigatória.

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